Sindpol pede que PMs envolvidos em morte de policial civil sejam condenados e expulsos da corporação
Jorge Vicente Ferreira Junior foi morto a tiros por militares, no dia 17 de janeiro, em Riacho Doce; caso segue em investigação

Greyce Bernardino com Assessoria
11/02/2021 às 22:19 • Atualizada em 11/02/2021 às 22:33 - há XX semanas
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A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL) está acompanhando as investigações do caso do agente Jorge Vicente Ferreira Junior, morto a tiros por militares, no dia 17 de janeiro, no bairro Riacho Doce, em Maceió. O sindicato pede, no entanto, que o crime não fique impune e que os suspeitos sejam condenados e expulsos da corporação.
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Ao todo, seis militares foram presos nessa quinta-feira (11), suspeitos de praticar o crime contra o agente. Apesar de o inquérito ter sido iniciado pela Polícia Judiciária, a delegada que investiga o caso, Teila Nogueira, informou não poder passar mais detalhes no momento.
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O presidente do Sindpol, Ricardo Nazario, quer que a morte do policial civil Jorge Vicente Ferreira Júnior, conhecido como Jorginho, seja discutida no âmbito do Estado de Alagoas e dentro das categorias das forças de Segurança, visto que, segundo ele, "a política do Governo do Estado de bater nas pessoas, atirar primeiro e perguntar depois é uma política que faz centenas de vítimas inocentes".
O dirigente do Sindpol informou, ainda, que o Sindicato ficará acompanhando o caso até o envio do inquérito policial à Justiça. Também acompanhará o processo no âmbito do Poder Judiciário. Para isso, a entidade sindical já disponibilizou o advogado criminalista Welton Roberto.


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“Que a Justiça seja feita e quem cometeu excesso e trabalhou às margens das leis, da legalidade, que pague pelo seu erro. Esse é o desejo do Sindpol para que não ocorram outras vítimas, outros policiais civis e outras pessoas, vítimas de profissionais que não trabalham dentro da legalidade, que não obedecem às normas legais”, disse Ricardo Nazário.
Nazário ressaltou, por fim, que o Sindpol preza e orienta a categoria pelo trabalho policial dentro da legalidade, obedecendo a todos os preceitos legais.
"A brutalidade e a violência perpetradas por alguns policiais têm que ser freadas e devem acabar. Temos que obedecer aos preceitos legais. O incentivo à violência e à brutalidade, um dia, bate às nossas portas. Os policiais do bem, que são a magnitude de sua maioria, devem combater alguns policiais que incitam a violência e querem trabalhar às margens da lei”, defendeu Ricardo Nazário.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Militar, via e-mail, e aguarda um posicionamento.
Militares presos
Seis policiais militares foram presos na manhã dessa quinta-feira (11), suspeitos no envolvimento na morte Jorge Vicente. Eles foram apresentados pela Polícia Militar (PM) na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com a delegada Teila Nogueira, os militares tiveram a prisão temporária decretada. "O mandado foi expedido e, agora, a Polícia Militar (PM) apresentou esses militares", disse a delegada.
Os policiais foram ouvidos na sede da DHPP e, depois, seguiram para o Presídio Militar.
Outros detalhes, no entanto, não poderão ser repassados, já que o caso segue sob investigação.