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Setor de serviços de Alagoas tem o pior desempenho do País em 2020, diz IBGE

No ano passado, serviços prestados no Estado recuaram 16,1% influenciados pela pandemia

Os serviços prestados aos consumidores alagoanos registraram uma retração de 16,1% em 2020, na comparação com o ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Serviços (PMC) divulgada nessa quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior queda entre as 27 unidades da federação, e mais que o dobro da média nacional de 7,8%.

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Segundo o levantamento do IBGE, dos dez estados com os piores desempenhos registrados no ano passado, sete são da região Nordeste. Além de Alagoas, o Rio Grande do Norte registrou uma retração de 15,7% no ano. Em seguida, aparecem Sergipe (-15,1%), Bahia (-14,8%), Piauí (-14,5), Ceará (-13,6%), Rio Grande do Sul (-12,7), Pernambuco (-12,4%), Paraíba (-10,9) e Distrito Federal (-10,5%).

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Em dezembro, o setor de serviços de Alagoas encerrou com alta de 2,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na comparação com novembro, a alta foi de 6,4% - a terceira maior do País, atrás apenas de Rondônia, que registrou alta de 17,7%, e do Amapá (8,5%).

No ano passado, segundo o levantamento do IBGE, a receita nominal do setor de serviços de Alagoas despencou 17%, na comparação com o ano anterior. Também foi o pior desempenho do País. Além de Alagoas, a receita nominal da Bahia despencou 15,5%, seguida de Sergipe (-14,9%), Piauí (-14,2%) e Rio Grande do Norte (-13,5%).

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Em todo o País, o setor de serviços encerrou o ano com uma queda de 7,8% - a mais intensa da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. A retração registrada no ano passado supera a de 2016 (que recuou 5%) e interrompe dois anos de resultados não negativos: 2018 (0,0%) e 2019 (1,0%).

Segundo o IBGE, os setores que mais impactaram essa queda foram os ligados às atividades presenciais, que foram mais afetados pelas medidas adotadas para combater a pandemia causada pelo novo coronavírus.

Dentre eles, estão os serviços prestados às famílias, que despencou 35,6%, os profissionais, administrativos e complementares (-11,4%) e os transportes (-7,7%), que tiveram quedas recorde no período.

Segundo o IBGE, em termos de atividades, houve uma disseminação de taxas negativas, com quatro dos cinco setores mostrando recuo frente ao ano de 2019.

"O principal impacto veio dos serviços prestados às famílias, que foi pressionado pela queda na receita dos restaurantes, hotéis, serviços de bufê e produção e promoção de eventos esportivos e atividades de ensino ligadas a cursos profissionalizantes, técnicos e autoescolas, por exemplo”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

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