“Se problema fosse dinheiro para vacina seria mais fácil”, diz Luiza Trajano
Iniciativa da empresária para vacinação contra covid-19 realiza pesquisa sobre o SUS em todos os municípios

Exame
09/02/2021 às 7:01 • Atualizada em 09/02/2021 às 7:13 - há XX semanas
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A iniciativa lançada pela empresária Luiza Helena Trajano para vacinar todos os brasileiros contra a covid-19 até setembro está realizando uma pesquisa em todos os municípios brasileiros para identificar gargalos à vacinação da população que possam ser resolvidos com a ajuda do grupo.
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Os resultados do levantamento devem sair neste fim de semana. A partir desses dados, o grupo poderá traçar seus planos de ação. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, a empresária e outros integrantes do movimento reforçaram que o objetivo da iniciativa não é comprar vacinas e sim buscar sanar os gargalos que possam dificultar a vacinação da população.
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“Não vamos sair comprando vacina. O que estamos fazendo é perguntando onde o governo quer que a gente ajude. Se o problema fosse dinheiro, seria mais fácil”, afirmou a empresária.
Apesar de não pretender comprar vacinas, a Unidos pela Vacina realizou uma reunião com os responsáveis pela vacina russa Sputnik V, para entender como a iniciativa pode ajudar a agilizar a vinda do imunizante russo para cá. De acordo com a empresária, o objetivo da reunião era entender os gargalos para a vinda da vacina russa, ajudar na ponte com o governo brasileiro e “mostrar que acreditamos na vacina deles”.


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Além da pesquisa com os municípios, a iniciativa também está preparando uma campanha publicitária, elaborada pelo publicitário Nizan Guanaes e pela agência África para incentivar a vacinação da população. A campanha começa a ser veiculada até o final da semana e estará em redes de TV, rádio, jornais, meios digitais e nas redes sociais, e tem contado inclusive com o apoio de empresas de mídia, de acordo com Eduardo Sirotsky, fundador da EB Capital e responsável pela parte de comunicação da iniciativa.
“Na campanha, estamos aproximando rivais como times de futebol e empresas concorrentes. A ideia com isso é mostrar que, independentemente da ideologia ou da competição, está todo mundo comprometido em vacinar nosso país”, afirma Melzer.
Outra frente da iniciativa está voltada para a cadeia de valor para acesso à vacina. Um dos pontos é o acesso a insumos como agulhas e seringas, questão que está sob responsabilidade do empresário Walter Schalka, presidente da fabricante de papel e celulose Suzano. Outro ponto é a logística, sob o comando de Paulo Kakinoff, presidente da companhia aérea Gol, e um terceiro trabalha sobre a vacinação em si, sob o comando do grupo Mulheres do Brasil.
A mobilização já conta com cerca de 400 pessoas, sendo que metade são empresários e a outra metade são profissionais liberais, representantes de ONG’s e grupos da sociedade civil. A iniciativa tem mantido contato com o governo federal, estados e municípios para entender como pode ajudar na imunização. As reuniões com o governo federal são periódicas e envolvem a Casa Civil e o Ministério da Saúde.
A iniciativa também não descarta atuar no envio de oxigênio ou outros insumos necessários para internação de pacientes em regiões com situação mais crítica, como o Amazonas. “Temos dois objetivos: salvar vidas e destravar a economia”, disse Trajano.