Cinco anos após latrocínio de policial, Justiça absolve réus e crime fica impune
Réus confessaram o crime à polícia, mas negaram quando foram ouvidos pela Justiça
Cinco anos após o latrocínio que vitimou o sargento da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) Dietmarx José da Silva, a Justiça de Alagoas absolveu o último réu do processo que ainda não tinha sido julgado. Por falta de provas, os juízes da 17ª Vara Criminal da Capital inocentaram Emerson Francisco da Silva. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) desta segunda-feira (8).
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Os outros réus no processo já haviam sido absolvidos em maio de 2019. Também por falta de provas, José Dênis de Mendonça, José William Tavares da Silva, Diego Moreira de Almeida e Wallisson Miguel Nunes de Oliveira foram inocentados. Dessa forma, a morte do policial termina impune.
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Consta no processo que a denúncia contra o grupo foi pautada “nos robustos elementos de convicção colhidos durante a fase inquisitiva”, com destaque para as confissões de Valdeir Correia de Lima, José William Tavares da Silva, Diego Moreira de Almeida e Wallisson Miguel Nunes de Oliveira, que teriam sido “todos uníssonos em confirmar suas participações nos crimes”.
Contudo, é exposto no processo que “a condenação não se pode estear exclusivamente nos elementos de informação coligidos na fase inquisitiva”. Na fase de instrução, ou seja, quando o processo tramita já na Justiça, os acusados negaram os crimes. José William chegou a dizer que se tratava de “perseguição da polícia” e Diego Moreira disse ter sofrido tortura.


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Durante o processo, cinco testemunhas de acusação foram ouvidas. As pessoas narraram os fatos, alguns contaram detalhes do que ouviram, mas, todas disseram não ser capazes de reconhecer os criminosos. Sobre isso, o Ministério Público de Alagoas opinou que as “vítimas e testemunhas, possivelmente por medo, deixaram de reconhecer quaisquer dos acusados”.
O CRIME
Dietmarx José da Silva foi assassinado em 15 de julho de 2015 quando estava em um bar na cidade de Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió. De acordo com a denúncia, os criminosos teriam se dirigido ao município de Santa Luzia do Norte para assaltar uma chácara na entrada da cidade, mas com o plano frustrado, eles teriam decidido percorrer a cidade em busca de novas vítimas.
Desse modo, ao se depararem com o veículo VW/Polo estacionado em frente ao estabelecimento "Bar da Oni", teriam decidido assaltar as pessoas no local.
No interior do bar estava o sargento da Dietmarx José da Silva, proprietário do veículo. Dietmarx, segundo a denúncia, mesmo sem ter esboçado qualquer reação, foi alvo de seis disparos de arma de fogo que o levaram ao óbito, os quais teriam ocorrido após um dos criminosos ter percebido que Dietmarx era policial militar. Uma das testemunhas contou à Justiça que ouviu: “Atira que é policial”.
