Aprenda a reconhecer transtornos relacionados à alimentação e como encontrar ajuda especializada
Tudo começa com uma porção a mais, mesmo já estando satisfeito. Mesmo sem fome, a pessoa busca algo para comer e, ao terminar a refeição, já está planejando o que irá comer na próxima. A psicóloga Joceline Oliveira explica que as pessoas buscam uma fuga por não conseguirem administrar suas frustrações ou perdas inerentes ao quotidiano e acabam por buscar o prazer imediato proporcionado pela comida, entrando num ciclo de prazer e culpa.
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“O hábito de comer evolui para um comportamento potencialmente prejudicial à saúde do indivíduo, saindo de um simples impulso para a compulsão propriamente dita”, explicou Joceline. “Ninguém acorda disposto a comer quilos de comida em uma única refeição do nada. O impulso torna-se compulsão aos poucos e tem como gatilho principal a ansiedade”, acrescenta a psicóloga.
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de dez milhões de pessoas sofrem de transtornos alimentares no Brasil. “A bulimia e a anorexia são exemplos conhecidos de sofrimento vivido pela pessoa que come compulsivamente, mas existem outros transtornos que minam a saúde física e mental de quem está doente”, diz Joceline.
Com a chegada da pandemia, muita gente desencadeou distúrbios relacionados à comida, potencializado pelo momento, mas também, por três fatores principais:


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Fatores externos: Quando uma situação extremamente estressante atinge o indivíduo, como, por exemplo, a perda do emprego;
Fatores internos: quando a história de vida, principalmente os traumas, influenciam diretamente nos hábitos alimentares;
Fatores genéticos (ou risco genético - algumas vezes chamado de susceptibilidade): é a probabilidade de se desenvolver determinada compulsão de acordo com os marcadores genéticos de um indivíduo, geralmente herdados de um dos pais.
Como tratar
Segundo Joceline Oliveira, é preciso identificar os gatilhos psicológicos que desencadeiam as crises compulsivas para iniciar o processo de cura. “Existem técnicas específicas que ajudam no controle dos episódios e traz a consciência para quem está sofrendo, tirando essa pessoa de um ciclo de culpa”, explica a psicóloga. “Com isso, fica mais fácil persistir nos exercícios físicos e adotar uma reeducação alimentar, ambos também orientados pelos profissionais capacitados”, explicou.
