MP vai ao Ninho nesta terça para avaliar necessidade de interdição do CT
Após encontro na sede do MP/RJ, autoridades decidem fazer vistoria conjunta no local
Três dias após o trágico incêndio que matou 10 jovens das categorias de base no Ninho do Urubu, o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo, durante uma reunião entre a diretoria do clube e diversos órgãos, ficou acertado que haverá uma vistoria conjunta de órgãos na manhã desta terça-feira (12).
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Na ocasião, o MP/RJ vai avaliar se haverá interdição plena ou parcial no local. O MP ainda informou que o clube suspendeu qualquer pernoite de pessoas no CT. O elenco profissional costuma se concentrar e dormir no local.
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O Flamengo se reuniu com autoridades estadual e municipais, na tarde desta segunda-feira (11), na sede do Ministério Público. Além de representantes do clube e MP/RJ, estiveram presentes membros da prefeitura do Rio de Janeiro, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Ministério Público do Trabalho, Polícia Civil e Defensoria Pública.
O procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, ressaltou que a diretoria do Flamengo assumiu todas as suas responsabilidades na tragédia e se comprometeu a dar todo tipo de acolhimento às famílias dos jogadores. Gussem disse que a vistoria no Ninho do Urubu poderá gerar até mesmo sua interdição total ou parcial.


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"Iremos realizar, a partir de amanhã, perícias amplas no centro de treinamento, com todas as estruturas governamentais, para que possamos analisar em que condições se encontra o CT e se há necessidade de uma interrupção plena ou parcial das atividades. Iremos junto com o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a prefeitura do Rio e o Ministério Público do Trabalho fazendo essas análises pormenorizadas", disse Gussem, após a reunião.
O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, fez um pronunciamento e saiu sem responder a perguntas de jornalistas. Ele reiterou que todos os esforços no momento são no sentido de amparar as famílias das vítimas.
"O foco principal é assistir às famílias. O clube, nesses dias, trouxe os familiares para o Rio. Colocamos psicólogos, não poupamos recursos para minimizar a dor e o sofrimento dessas pessoas. Falamos da nossa vontade de indenizar essas famílias o mais rapidamente possível, buscando com a Defensoria um processo de mediação, fazendo com que isso possa terminar o mais rápido possível. Pois, às vezes, os processos judiciais demoram muito tempo. Caso haja algum tipo de pendência para a manutenção do centro de treinamento, nós estaremos focados para corrigir isso no menor prazo possível", disse Landim.
O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro, Fábio Goulart Vilella, que também participou da reunião, disse que a entidade fará um esforço para fiscalizar todos os centros de treinamento no estado do Rio.
Uma nova reunião foi marcada para a próxima sexta-feira (15), para avaliar os resultados da perícia.
