Em julgamento, Sandro Rosell nega que pediu dinheiro a Ricardo Teixeira
Ex-presidente do Barcelona, porém, revela acordo por comissão de R$ 35 mi em relação a contrato que validava retransmissão de amistosos da Seleção
Acusado de lavagem de dinheiro, Sandro Rosell confirmou, em audiência no tribunal espanhol, nesta terça-feira (26), que deveria receber por conta de um contrato assinado entre a CBF e o ISE pelos direitos de transmissão dos amistosos da Seleção Brasileira, em 2006. Foram 8,3 milhões de euros (R$ 35 milhões) pela intermediação do negócio, mas, segundo Rosell, nada foi cobrado a Ricardo Teixeira e o dinheiro veio apenas da empresa árabe.
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"As negociações duraram entre cinco e seis meses, apesar da acusação dizer que tudo foi feito em uma noite. Não exigi de Teixeira nenhuma comissão. Não houve nenhuma comissão, nem legal, nem ilegal", disse o ex-presidente do Barcelona.
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Rosell detalhou como foi feita a negociação do acordo que garantia a gestão e a retransmissão de 24 amistosos da Seleção Brasileira pelo mundo. Para o dirigente, a CBF "triplicou o investimentos" por conta de um plano de negócios feito por ele e que o contrato foi "exitoso" para todas as partes.
O espanhol ressaltou que abriu mão de parte da quantia de R$ 35 milhões e aceitou apenas o que foi oferecido pela empresa árabe (ISE), no valor de 5,8 milhões de euros (R$ 25 milhões).


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"A procuradoria põe tudo no mesmo saco, mas cobramos 5,8 milhões de euros da ISE, outros 2,1 milhões da cervejaria (a Brahma, patrocinadora da Seleção Brasileira) e 500 mil euros da seleção olímpica do Brasil", completou Rosell.
