Vídeo: auditores fiscais lavavam dinheiro comprando cavalos de raça, afirma MP
Operação desencadeada nesta quarta-feira, 27, resultou na apreensão de 28 animais; crimes teriam causado prejuízo de R$ 8 milhões ao Estado
A compra de cavalos de raça foi o meio encontrado para lavar dinheiro pelos auditores fiscais alvo de operação do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) do MP/AL, Cyro Blatter. De acordo com o MP, o dano ao Estado chega aos R$ 8 milhões.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Denominada "Cavalo de Troia", a operação desencadeada na manhã desta quarta-feira, 27, resultou na apreensão de 28 cavalos de raça. Para a operação foi preciso mobilizar dois caminhões de transportes de animais. Além dos cavalos, foram apreendidos veículos e bens móveis. Imóveis dos acusados também foram bloqueados.
Leia também
De acordo com Blatter, os auditores-fiscais denunciados são José Vasconcellos Santos, Luiz Marcelo Duarte Maia e Marcos Antônio Rocha Barroso. Conforme os investigadores, os três atuaram juntos ao empresário Wilson Bezerra Leite Júnior.
De acordo com Cyro Blatter, os auditores fiscais eram laranja de empresa de fachada, e "faziam vista grossa quando reclamações chegavam à secretaria da Fazenda acerca do produto comprado e que nunca chegou", revelou. Segundo ele, a empresa de fachada oferecia, na verdade, eram notas fiscais. "Foi ao desconfiar do grande número de vendas da empresa que ficou claro que ele tava vendendo nota e não produto", revelou Blatter.


Turista é preso em Maceió após ser acusado de agredir e tentar jogar namorada pela janela de hotel

Porto de Pedras conquista duas Bandeiras Azuis para praias da Laje e do Patacho

Vacina Pneumo 20 já está disponível para idosos com 85 anos ou mais no SUS

Circuito Penedo abre inscrições para monitores da UFAL até 12 de outubro
O promotor chama a atenção para o fato de que os auditores já estavam em prisão domiciliar e afastados do serviço. Dois deles usavam tornozeleira eletrônica. "Isso só aconteceu após praticarem o crime. Eles já nem estavam recebendo. Com a operação, no entanto, um processo criminal foi aberto e eles, eventualmente, vão perder o cargo", informou Cyro Blatter.
As informações foram repassadas durante coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, 27, na sede do MPE. De acordo com o Gaesf, cinco empresas foram investigadas. Segundo os promotores, empregados eram admitidos como sócios nas empresas, que os usava como laranja. Os laranjas confessaram o esquema.
O MP acusa os auditores de organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de bens, corrupção e sonegação fiscal. A investigação começou em maio do ano passado.
Para a operação foram mobilizados 60 integrantes das polícias civil, militar e rodoviária federal. Além destes, participaram três promotores de Justiça, três peritos oficiais, 18 viaturas, um reboque de veículos e dois caminhões de transporte de animais.
