Cabo e Fernandes pontuam bom desempenho, apesar do clássico mostrar o contrário
Durante toda a partida, apenas um cabeceio de Apodi, para o CSA, aos 49 minutos do 2º tempo, fez o torcedor quase soltar o grito de gol no Rei Pelé
CSA e CRB fizeram mais um jogo morno na longa história de confrontos no Clássico das Multidões. Após a partida sem gols, nessa quinta-feira (7), os técnicos Marcelo Cabo, do Azulão, e Roberto Fernandes, do Galo, comentaram lances da partida, se confrontaram em respostas e relataram que os times a qualquer momento poderiam marcar o gol da vitória.
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"A gente propôs o jogo os 90 minutos, mantendo a posse de bola e com os blocos altos. O CRB veio com uma proposta bem definida, com linha baixa, jogando de forma reativa, explorando o contra ataques. Para a brilhantar a nossa atuação, precisava apenas do gol, porque tentamos isso do primeiro ao último minuto", assegurou Cabo.
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No entanto, os números da partida mostram que não aconteceu da maneira que ambos os comandantes enxergaram. Durante todo o jogo, o CSA obrigou o goleiro Edson Mardden trabalhar, de fato, apenas aos 49 minutos da segunda etapa, num cabeceiro perigoso do lateral direito Apodi. Antes disso, houve uma cobrança de falta de Matheus Sávio, e uma jogada individual de Apodi, em que Patrick Fabiano chegou desequilibrado e não marcou. Tais momentos apenas no primeiro tempo de jogo.
O ataque regatiano conseguiu fazer menos ainda. O arqueiro João Carlos não interviu em nenhuma oportunidade, em finalização no gol. A bola passava de um lado para o outro, e as finalizações de Mailson, Danilinho, Igor e Zé Carlos passaram distantes da baliza azulina.


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Para Fernandes, realmente, faltou capricho quando a equipe partia em velocidade nos contra-ataques. "Faltou capricho na hora do último passe. As duas equipes buscaram a vitória. O CRB buscou o jogo e não jogou de forma reativa. O CSA teve maior posse de bola no começo dos dois tempos, e depois o CRB equilibrou e assustou em várias oportunidades", disse.
A seca de gols preocupa o comandante alvirrubro. O CRB marcou apenas 10 gols na temporada e a invencibilidade de 15 jogos, se foi há duas semanas, contra o ASA. Este contra o CSA foi o quinto empate no Nordestão, onde a equipe tem três gols. Para mudar esta realidade, o comandante já pontuou que precisa de reforços no ataque, porém, não tem sinal de novos nomes por parte da diretoria.
"Me preocupa o quinto empate, mais ainda ter empatado contra o Moto Club [2x2] e o empate contra o ABC [0x0]. Precisamos de novo nomes, mas não está fácil contratar. As posições que preciso já externei para o presidente Marcos Barbosa", alertou Fernandes.

Marcelo Cabo, por sua vez, apesar de insatisfeito com o zero no placar, acredita que o ponto conquistado contra o rival é de se comemorar. "Vamos celebrar esse ponto e preparar a equipe para o jogo contra o Santa Cruz, no domingo [dia 10]. Estreamos hoje [ontem] Robinho, Cassiano e Bruno Ramires, se eu não colocar os caras para jogar, eles não irão adquirir ritmo de jogo, e precisamos deles bem".
Após o fim da quinta rodada da Copa do Nordeste, o CSA caiu duas posições e ocupa no momento a quarta posição do Grupo B, com nove pontos. O CRB, colecionando empates, subiu um degrau na tábua de classificação e abre o G4 do Grupo B, com cinco pontos.
