Aluno ferido relata pânico na escola em Suzano: 'tacou o machado em mim'
adolescente foi operado no Hospital Santa Maria e passa bem; ao todo, dez pessoas morreram no massacre
José Vitor Ramos Lemos, aluno da Escola Estadual Raul Brasil que foi ferido com um machado pelos assassinados do massacre e sobreviveu, contou que foi golpeado no momento em que tentava abrir a porta de uma sala para fugir. O adolescente foi operado no Hospital Santa Maria, em Suzano, e passa bem. Ao todo, dez pessoas morreram.
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"Parecia bomba. Daí eu vi que não era bomba, era tiro. Apareceu moleque saindo da diretoria com a arma na mão. Todo mundo correndo e ele atirando. Vi um moleque agarrando a porta tentando abrir a porta da sala e o terrorista encheu ele de bala. Fui na diretoria e vi as tias, a diretoria caída no chão já morta. Vi o outro assassino na frente. Ele tacou o machado em mim. Eu saí correndo e vim para o hospital."
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O médico angiologista Austelino Vieira Mattos disse ao Jornal Hoje que recebeu no Hospital Santa Maria, em Suzano, o aluno da Escola Estadual Raul Brasil que tinha recebido um golpe de machado no ombro direito.
"Ele recebeu um golpe de machado no ombro direito e veio com o machado pendurado no braço. Levamos ele direto ao centro cirúrgico e fizemos a cirurgia para remover o machado e ver se não tinha nenhuma lesão em algum vaso. Graças a Deus não chegou a pegar braço. Ele vai evoluir bem", disse Mattos.


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A cirurgia levou mais ou menos uma hora e meia. "Ele me disse que estava sentado recebeu um golpe de machado e nem viu de onde veio."
