Deputados alagoanos seguem defendendo flexibilização na posse de arma
Após tragédia em Suzano, decreto voltou a ser questionado; adolescentes mataram a tiros seis pessoas e cometeram suicídio em seguida;
A tragédia na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, interior de São Paulo, abalou o país e não mudou a opinião de três dos 12 novos deputados alagoanos. Todos acreditam que a posse e, em alguns casos, até o porte é direito do cidadão.
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Para o deputado Cabo Bebeto (PSL), a ação violenta dos dois jovens assassinos poderia até ter sido "evitada" se a escola fosse militarizada ou tivesse uma guarda armada. "A gente não pode culpar um instrumento de defesa por conta de algo isolado", disse em pronunciamento.
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De origem militar, Cabo Bebeto é do mesmo partido que o presidente Jair Bolsonaro, o PSL.
Nos primeiros 15 dias de governo, Bolsonaro assinou uma decreto que regulamenta a posse, em casa, de até três armas por pessoa. O deputado também manifestou solidariedade aos familiares das vítimas, juntamente com os colegas Davi Maia (DEM), Cibele Moura (PSDB), Jó Pereira (MDB) e Marcelo Beltrão (MDB).


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A oposição destacou a necessidade do acesso a armas como parte do processo de "defesa do cidadão". A tucana Cibele foi além dizendo que "não são às armas que matam, mas as pessoas".
Davi reconheceu que o que ocorreu na cidade de Suzano foi um massacre, mas não mistura a discussão. "Não podemos cai no discurso comum contra o armamento civil".
Coube ao deputado governista, Marcelo Beltrão se posicionar contra a presença de armas nas mãos da sociedade. De acordo com ele, o armamento não é solução para o combate à violência. "Será que se houvesse segurança armada o número de vítimas não seria maior?", indagou, defendendo o caminho do diálogo.
