Sindicato dos Urbanitários critica postura da Equatorial Energia sobre PDV
Entidade de classe diz que antes de anunciar plano, diretoria de distribuidora deveria ter conversado com categoria
O Sindicato dos Urbanitários criticou nesta quinta-feira (21) o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) anunciado pela Equatorial Energia Alagoas na segunda-feira (18). Em nota divulgada em seu site, a entidade denuncia que a distribuidora alagoana de energia anunciou o programa sem qualquer discussão com a categoria.
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Segundo o sindicato, a iniciativa da Equatorial atinge toda a categoria, levando incertezas e aflição a todos. Por isso, a entidade acredita que antes de anunciar o PDV, a direção da distribuidora deveria ter discutido antes com o que considera os legítimos representantes dos trabalhadores. "O sindicato espera e pede mais uma vez para ser ouvido pela empresa, na certeza de que a intenção é de respeito e diálogo neste processo", ressalta a nota.
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Os Urbanitários também criticam a declaração do presidente da Equatorial Energia Alagoas, Humberto Soares, de que a ideia do PDV é atrair os trabalhadores "que não se sentem preparados ou não se sentem capacitados para este novo momento" da distribuidora.
"Esse tipo de declaração não representa valorização dos trabalhadores", enfatiza o sindicato. "Não podemos aceitar que as pessoas que aderirem ao PDV estejam declarando inaptidão para o trabalho na Equatorial, já que são todos treinados e aptos de forma oficial para o cargo que ocupam", defende.


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Antes da Companhia Energética de Alagoas (Ceal) ser privatizada, os cerca de 700 trabalhadores da distribuidora chegaram a realizar algumas paralisações para protestar contra a venda da empresa.
A declaração de Humberto Soares foi feita na segunda-feira (18), em entrevista coletiva em que foi apresentada a nova diretora da distribuidora alagoana, adquiria pela Equatorial Energia em leilão ocorrido no dia 28 de dezembro do ano passado, na B3, em São Paulo.
Durante a entrevista, foi anunciado também um aumento na tarifa de energia, o que deve ocorrer nos próximos quarenta dias. Segundo a companhia, o reajuste não deve ultrapassar o índice de inflação.
Em doze meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, está em 3,89%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
