Defesa de médico acusado de violação sexual vai entrar com habeas corpus
De acordo com advogado, o caso segue em segredo de justiça e vítimas ainda não oficializaram denúncia no Cremal
Advogados que atuam na defesa de Adriano Antônio da Silva Pedrosa detalharam na tarde desta quarta-feira (3), durante entrevista à imprensa, a situação do médico, preso sob acusação da prática de crime de violação sexual mediante fraude.
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De acordo com o advogado Raimundo Palmeira, o caso segue em segredo de justiça e as supostas vítimas ainda não oficializaram denúncia no Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal). Ele também disse que ainda não foi pedido o relaxamento da prisão do médico.
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"Ainda não foi feito pedido porque estamos estudando os fatos. Vamos entrar com um habeas corpus até amanhã", projetou Palmeira.
À imprensa, Raimundo destacou que o médico Adriano nega o crime. "Nosso cliente se diz inocente. Ele também assegurou que não lembra das vítimas devido a grande quantidade de pacientes que atende diariamente. Sabe-se que alguns procedimentos médicos exigem o contato do médico com o paciente", explica.


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Adriano Antônio atua como médico há duas décadas, sendo grande parte desse período no município de Passo de Camaragibe, no Litoral Norte de Alagoas. Após a prisão, o Cremal anunciou a instauração de sindicância. Se houver indício de infração, a entidade abre processo contra o profissional que será julgado e decidida punição, que pode ir de uma advertência à cassação.
"Ele está lá (cela especial) não por privilégio e, sim, devido a uma prerrogativa devido a profissão. Nosso cliente tem vinte anos de profissão e há 15 atende em Passo de Camaragibe. É bom frisar também que, nesses anos, Adriano nunca respondeu a nenhum processo administrativo", destacou a advogada Sandra Gomes.
O médico foi autuado na Delegacia Regional de Matriz do Camaragibe e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo informação do Ministério Público Estadual (MPE), Adriano Antônio molestava as pacientes sob o pretexto de investigar se elas estavam ou não com alguma doença nos órgãos genitais. A má conduta do médico teria sido relatada por três mulheres que o denunciaram.
