Mais de 70 pessoas ficam feridas durante confrontos na Venzuela
Nesta terça, Juan Guaidó convocou a população às ruas e declarou ter apoio de militares para pôr fim ao que ele chama de "usurpação" no país
Após a convocação do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, as ruas da capital Caracas foram tomadas por confrontos entre a oposição e militares pró-Maduro. Até o momento, os conflitos desta terça-feira (30) deixaram 71 feridos.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Segundo o Hospital de Chacao, 43 pessoas atingidas por balas de borracha, duas por disparos de armas de fogo, 21 por lesões traumáticas, três por problemas respiratórias, uma pessoa por um ferimento na mão e uma que sofreu um desmaio.
Leia também
Na manhã desta terça, Juan Guaidó convocou a população às ruas e declarou ter apoio de militares para pôr fim ao que ele chama de "usurpação" na Venezuela. Em uma publicação no Twitter, ele chegou a afirmar que deu início à fase final da chamada "Operação Liberdade".
Pueblo de Venezuela inició el fin de la usurpación. En este momento me encuentro con las principales unidades militares de nuestra Fuerza Armada dando inicio a la fase final de la Operación Libertad.
— Juan Guaidó (@jguaido) 30 de abril de 2019
Já o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os oposicionistas de tentar aplicar um golpe.Também através da redes sociais, ele compartilhou uma mensagem em que alega que os militares demonstraram "total lealdade ao povo, à Constituição e à Pátria". Em seguida, convocou os apoiadores do governo às ruas.


Prisão de influenciador vira munição em disputa entre JHC e Paulo Dantas

PL de AL aposta em ex-vereador para liderar juventude do partido

Inauguração de avenida em Arapiraca mobiliza lideranças e sinaliza articulação política

Antigos rivais, Sérgio Lira e Marcos Madeira se juntam em apoio a JHC
Confrontos
Diversos manifestantes se reuniram nas ruas da Capital Caracas, na Venezuela, desde o início da manhã desta terça-feira (30). De acordo com a rede de TV estatal Telesur, policiais tentaram dispersar com gás lacrimogêneo aqueles considerados como "golpistas".
Um outro grupo tentou entrar na principal base aérea do país, a Generalísimo Francisco de Miranda, conhecida como La Carlota. O local, que fica a 13 quilômetros da sede do governo, foi escolhido como ponto de apoio a Juan Guaidó.
No momento, eles forçaram as grades, mas os militares responderam com disparos de bombas de gás. Além disso, carros blindados da polícia também avançavam sobre manifestantes.
Um desses veículos chegou a ferir manifestantes quando acelerou e atropelou diversas pessoas, o que provocou pânico e correria. Em seguida, chamas apareceram sobre os carros, mas não se sabe de onde partiu.

Apoio brasileiro a Guaidó
Por meio de nota, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, reafirmou que o Brasil está apoiando o povo venezuelano que "luta bravamente por democracia". O documento foi divulgado nesta terça-feira (30).
Além disso, o governo brasileiro informou que está incentivando todos os países a se colocarem ao lado do autoproclamado presidente Juan Guaidó e pela saída do atual presidente Nicolás Maduro do poder.
"Exortamos todos os países, identificados com os ideais de liberdade, para que se coloquem ao lado do Presidente Encarregado Juan Guaidó na busca de uma solução que ponha fim na ditadura de Maduro, bem como restabeleça a normalidade institucional na Venezuela", informa a nota.
Na tarde desta terça, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o vice-presidente Hamilton Mourão e com ministros de Estado para discutir a situação da Venezuela. O encontro aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília.
Otávio Rêgo Barros ainda confirmou que 25 militares venezuelanos pediram asilo na embaixada brasileira na Venezuela. No entanto, ainda não há informações de que o Brasil pretende atender o pedido deles.
