Palco de críticas: gramado do Rei Pelé 'é reprovado' por Felipão e Sampaoli
Meia azulino Victor Paraíba desperdiçou a grande chance de gol do CSA, contra o Santos, e afirmou ter sido devido ao campo: "Prendeu a bola"
Já considerado um dos melhores gramados de futebol do Brasil, o Estádio Rei Pelé vem sofrendo duras críticas quanto a sua condição desde a temporada passada. Este ano, com a chegada do Brasileirão Série A, o nível de exigência aumentou e, nas duas primeiras partidas jogadas no Trapichão, os técnicos Luiz Felipe Scolari - o Felipão -, do Palmeiras, e Jorge Sampaoli, do Santos, reclamaram do palco alagoano.
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"O que prejudicou a nossa equipe foi a altura do gramado, muito alto. Ao término do primeiro tempo, o nível de cansaço dos jogadores já estava muito alto, o que não é nada comum conosco. Mas isso não é desculpa, os atletas que não renderam dentro do esperado", cravou Scolari, após o empate em 1x1 contra o CSA.
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Mais contido, o comandante argentino falou em bom portunhol que teve que fazer algumas mudanças na equipe titular devido ao gramado. "Grama alta, pesada, tive que trocar [os jogadores]".
Os times de fora, familiarizados com a realidade das Arenas "Padrão Fifa", presentes com gramado baixinho e bastante molhado, estão sentindo a disparidade com o tipo de tapete. No entanto, o que deveria ser apenas um "problema do visitante", tornou-se algo presente na vida do Azulão, que está acostumado com a situação do tapete.


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No jogo contra o Peixe da Vila Belmiro, especificamente, aos 34 minutos do segundo tempo, o meia azulino Victor Paraíba recebeu de Didira uma bola em profundidade, driblou o goleiro santista Vanderlei, mas na hora de marcar o gol, perdeu a passada e finalizou para fora, decretando o 0 a 0 no placar.

Após o apito final, quando perguntado o fator primordial que o fez perder aquele gol, o jovem do CSA simplesmente afirmou que a bola "prendeu no campo, ficou atrás" e perdeu a grande chance do jogo.
Quanto a este suposto problema, a Secretaria de Esporte e Lazer da Juventude de Alagoas (Selaj), administradora do Rei Pelé, informou, por meio de nota, que "todo o tratamento do gramado continua sendo feito de forma ordinária. Irrigação, hidratação, plantio manual e corte seguem dentro planejado. Alguns pedaços do gramado aparentaram diferença da maior parte, uma vez que placas de grama estão sendo trocadas de acordo com a necessidade", esclarece a pasta.
A Selaj garantiu ainda que "está em andamento o procedimento para contratação de uma empresa especializada em manutenção de gramado de Estádio de futebol para ficar responsável pelos cuidados do gramado do Rei Pelé", finalizou.
