Ministério Público vai reforçar pedido de bloqueio de dinheiro da Braskem
Órgão quer que Justiça determine o bloqueio de R% 6,7 bilhões da empresa, para indenizar famílias atingidas pelos problemas geológicos
O procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, afirmou que o Ministério Público Estadual (MP/AL) vai ratificar o pedido para que a Justiça mantenha o bloqueio de dinheiro da Braskem, para que seja direcionado às famílias atingidas pelos problemas geológicos reconhecidos nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió.
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Ele reforçou o posicionamento após a divulgação de relatório pelo Serviço Geológico Nacional, que apontou a extração de sal-gema pela mineradora como responsável pelos problemas nas localidades.
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O MP-AL e a Defensoria Pública já havia solicitado o bloqueio de R$ 6,7 bilhões da Braskem, para recuperação dos danos e indenização das famílias atingidas pelas rachaduras em casas e ruas das localidades. Centenas de moradores da área considerada de maior risco, a vermelha, já tiveram que deixar suas residências em decorrência dos problemas. "Nós precisamos que esse dinheiro seja bloqueado imediatamente direcionado para a população", reforçou Alfredo Gaspar.
Ele já havia entrado com ação no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) solicitando o bloqueio, mas a corte até então havia decidido pelo bloqueio de R$ 2,7 bilhões - o MP-AL pede valor de R$ 6,7 bilhões.


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Sobre possíveis soluções para os problemas geológicos causados pela extração de sal-gema, o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas, presente ao evento de apresentação do relatório final das causas do problema, destacou que todos os órgãos e especialidades envolvidos seguirão com estudos para apontarem os caminhos a serem seguidos.
"Vai ser feito um novo mapa de risco após o resultado [do relatório]. É um dos objetivos da metodologia de solução do problema que vamos ter. Isso tudo vai ser desenvolvido dentro de uma metodologia científica. O fato de ter apresentado esse relatório não torna o problema menos complexo", declarou.
