Reunião nesta sexta vai definir quem fica e quem deve sair de bairros em risco
Bebedouro, Pinheiro e Mutange são atingidos por problemas geológicos provocados por extração de sal-gema pela Braskem
O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), reúne-se nesta sexta-feira (10) com representantes da Defesa Civil Nacional e da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM), para definição das próximas ações relacionadas aos problemas geológicos que atingem os bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. A instabilidade no solo foram causados pela atividade mineral da empresa Braskem na região, conforme laudo técnico apresentado pelo Serviço Geológico do Brasil.
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"Amanhã, vamos receber a Defesa Civil nacional e CPRM, para saber quem pode permanecer no bairro, quem tem que sair. São respostas que precisamos ter, para que o bairro do Pinheiro, área de maior tensão, volte à normalidade. Com esse novo mapa de risco a gente pode saber quem pode retornar, quem pode ficar, quem realmente não pode voltar à sua moradia. Todo mundo precisa dessas respostas o mais rápido possível", pontuou Palmeira, durante entrevista àTV Gazeta.
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Para o prefeito, o bairro do Mutange, também atingido pelos problemas, já requer atenção normalmente devido ao relevo com áreas de encosta e com o atual quadro, necessita de mais atenção. "O novo mapa da área deve definir os pontos mais vulneráveis", reforçou.
Rui Palmeira informou que deve ir a Brasília na próxima semana, em busca de apoio e recursos do governo federal, para serem utilizados por exemplo na construção de moradias. Ele reforçou que a prefeitura também deve acionar a Braskem na Justiça, para que a empresa seja responsabilizada dos danos que provocaram rachaduras em casas e ruas das localidades e que têm provocado o afundamento dos bairros. O gestor da capital destacou ainda que a mineradora, que retirava sal-gema de minas abertas na região, contava com benefícios fiscais do município como a isenção do pagamento de IPTU.


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"Precisamos trabalhar juntos em busca de solução", convocou o prefeito, ressaltando que soluções do ponto de vista da engenharia são caras. Entre as obras necessárias à solução, o prefeito cita a macrodrenagem da região do Tabuleiro do Martins. Um dos problemas também apontados pelos técnicos do CPRM é a falta de uma rede de drenagem eficiente nos bairros atingidos.
Sobre o aluguel social que centenas de famílias já recebem, Rui Palmeira lembrou que o prazo de pagamento é de seis meses, podendo ser prorrogado por mais seis, por isso a necessidade e a importância de se encontrar solução, que inclui pagamento de indenização, para as pessoas que não puderem mais voltar para as suas casas. "Precisa [os responsáveis] olhar para a frente e resolver a situação", acrescentou.
