Mobilização em defesa da educação reúne milhares de pessoas em Maceió
Com faixas e cartazes, servidores, sindicalistas e estudantes da rede pública defenderam investimentos na educação pública
Representantes de sindicatos, servidores públicos e alunos da rede pública amanheceram em frente ao Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), nesta quarta-feira (15), dia que será marcado por mobilizações em defesa da educação em todo o país, após o corte de recursos anunciado pelo Governo Federal. Às 10h, teve início a caminhada em direção ao Centro de Maceió. Devido à grande quantidade de pessoas - cerca de 5 mil, conforme estimativa da Polícia Militar -, todas as faixas da Avenida Fernandes Lima foram tomadas pelos manifestantes e o trânsito ficou parado no local. De acordo com a organização, o ato em Maceió reuniu mais de 10 mil pessoas.
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Militares do Gerenciamento de Crises tentaram negociar a ocupação apenas da faixa azul, de forma que o protesto não atrapalhasse o trânsito, o que não aconteceu.
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"Esperamos que aconteça tudo dentro da normalidade. Estamos aqui para manter a ordem pública, o ordenamento do trânsito e essas coisas mais. Aqui tem várias representações sindicais, movimentos sociais de luta pela terra e moradia, tem os movimentos estudantis e os grêmios acadêmicos - das universidades e institutos federais -, então são pessoas esclarecidas, que sabem o direito que têm de se manifestar. Estão fazendo uma cobrança legítima, estão cobrando recursos financeiros para a educação e mais valorização profissional de quem trabalha na educação", afirmou o Capitão Diogo Perdigão, do Gerenciamento de Crises da PM.

Além do Gerenciamento de Crises, também acompanharam o protesto cerca de 40 militares do Batalhão Escolar, do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT).


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"Este ato unificou as lutas do movimento estudantil - do nível superior à educação básica - em defesa das universidades, dos institutos e das escolas que o 'desgoverno' do Jair Bolsonaro está destruindo com a educação. Na nossa universidade [Ufal], são quase 40 milhões de reais a menos em recursos e isso prejudica o nosso ensino, pesquisa, extensão e expansão das universidades. É um conhecimento valoroso que não pode ser retirado das universidades, não vamos aceitar os cortes na educação", Ana Maria Vergne, vice-presidente da Associação dos Docentes da Ufal.
"Estes cortes inviabilizam o funcionamento do Ifal e Ufal depois de setembro. Estou falando de pagamentos de serviços como energia, internet, limpeza. É importante frisar para a sociedade alagoana que o corte é no custeio, justamente na verbas discricionárias - que garantem esses serviços. O Bolsonaro mentiu para o povo dizendo que esses recursos seriam revertidos para a educação básica, mas aconteceu o contrário, ele também cortou recursos da educação básica. Não vamos aceitar nenhum corte na educação pública, nós vamos defender as nossas escolas e universidades, enfrentando o governo e este violento ataque à educação", disse Hugo, Brandão, presidente do Sintietfal.
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A paralisação desta quarta-feira acontece em âmbito nacional e é um "chamamento" para a Greve Geral, prevista para ter início no dia 14 de junho, em defesa da educação e contra a Reforma da Previdência.

Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior mostra que o Ministério da Educação bloqueou pelo menos R$ 2,4 bilhões para investimentos em programas do ensino infantil ao médio. Já o bloqueio nas universidades e institutos federais foi de R$ 2,2 bilhões.


















