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Tricampeão de Fórmula 1 Niki Lauda morre aos 70 anos

Austríaco havia passado por transplante de pulmão em 2018, mas não resistiu às complicações

Morreu nesta segunda-feira, aos 70 anos, Niki Lauda, tricampeão mundial de Fórmula 1 e atual presidente não executivo da Mercedes. Em 2018, Lauda passou por um transplante de pulmão e só recebeu alta depois de ficar mais de dois meses internado. No começo deste ano, o tricampeão ficou mais dez dias no hospital após ter febre durante as festas de fim de ano.

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"Com profunda tristeza, anunciamos que nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira, 20 de maio de 2013. Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis; seu incansável entusiasmo pela ação, sua franqueza e sua coragem permanecem um modelo e uma referência para todos nós. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô longe do público, que sentirá sua falta", diz o e-mail assinado com a família de Lauda.

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Em 1976, o então piloto da Ferrari sofreu um grave acidente no GP da Alemanha ? em razão disso, inclusive, tinha condições respiratórias delicadas. Na ocasião, o carro que ele conduzia pegou fogo e Lauda foi retirado do veículo após mais de um minuto em meio às chamas.

Ele precisou ficar internado por seis semanas em um hospital, mas se recuperou rapidamente e voltou às pistas na mesma temporada. Contudo, perdeu o título por apenas um ponto para o rival, o inglês James Hunt. A história daquele campeonato inspirou o filme Rush, lançado em 2013, no qual o ator alemão Daniel Brühl interpreta o austríaco.

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Carreira

Batizado como Andreas Nikolaus Lauda, o austríaco disputou 171 corridas pela F-1, entre os anos de 1971 e 1979, e depois de 1982 a 1985. Com 25 vitórias em grandes prêmios e 24 pole positions, o ex-piloto foi campeão mundial da categoria nos anos de 1975, 1977 e 1984. Até hoje, Lauda foi o único a conquistar o título tanto pela Ferrari (1975 e 1977), quanto pela McLaren (1984). Ele também correu pela March Engineering, pela British Racing Motors (BMR) e pela Brabham.

Na primeira vez que deixou a Fórmula-1, em 1979, Lauda resolveu dedicar-se à companhia aérea que recém tinha fundado, a Niki. Mas ficou afastado somente por dois anos, porque recebeu um convite da  McLaren para retornar às pistas em 1982 e voltou à ativa, vencendo duas corridas naquele ano. Dois anos depois, conquistou seu último título, superando o seu companheiro de equipe, o francês Alain Prost, que era o favorito.

Lauda encerrou de vez sua carreira em 1985, antes do fim da temporada, devido a um novo acidente, desta vez no GP da Austrália.

Em setembro de 2012, ele foi nomeado presidente não executivo da Mercedes, tendo participação, inclusive, na contratação de Lewis Hamilton para a equipe alemã.

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