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Estudante de Osório premiada nos EUA será nome de um asteroide

Oportunidade é dada para os vencedores que ficam em 1º e 2º lugar em cada categoria da International Science and Engineering Fair (Isef)

Uma estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Juliana Estradioto, de 18 anos, será nome de um asteroide. A gaúcha ganhou a oportunidade através do prêmio que recebeu, em evento considerado a maior feira de ciências do mundo, o International Science and Engineering Fair (Isef).

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A jovem ficou em primeiro lugar na categoria de Ciências Materiais. O resultado foi anunciado na sexta-feira (17), no evento que ocorreu em Phoenix, no Arizona, Estados Unidos. A feira contou com a participação de mais de 1,8 mil estudantes de ensino médio de 80 países.

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"Muito inacreditável. Parece mentira, nunca pude imaginar que ia conseguir primeiro lugar nesta premiação. Fico muito realizada em representar como investir nos jovens é importante. Quanto ao asteroide, é muito impactante. Quando eles anunciam a premiação, eles mostram um vídeo com cientistas importantes que deram seus nomes a asteroides", afirmou Juliana ao G1.

Foi a terceira vez que Juliana participou do evento. Ela elaborou a pesquisa vencedora quando cursava Técnico de Administração Integrado ao Ensino Médio no Campus Osório do IFRS, no Litoral Norte do estado, segundo informou a instituição. A pesquisa teve orientação da professora Flávia Twardowski e coordenação do professor Thiago Maduro.

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"Muito orgulhosa de ter acompanhado toda essa caminhada dela. Desde que ela entrou no Instituto [Federal do Rio Grande do Sul], é orientada por mim. Viajamos várias vezes juntas em competições. É uma honra ser professora dela e poder ter apresentado a importância da pesquisa", conta Flávia.

O programa Ceres Connection, em parceria com o MIT Lincoln Laboratories, dá nome de estudantes e professores premiados para asteroides. Desde 2001, mais de 4 mil objetos receberam nomes dos vencedores.

"Eu já tinha participado da feira outras vezes. É um marco poder estar lá. Ter participado da pesquisa no ensino básico mudou minha vida. Um dos meus sonhos é que todos os jovens possam ter esse tipo de contato com a pesquisa", acrescenta Juliana.

"A ciência tem que ser mais popular. Foi muito importante para mim, a educação e a ciência são transformadoras."

Premiação na feira

O estudo de Juliana aborda o aproveitamento da casca da noz macadâmia para confeccionar uma membrana biodegradável, que pode ser utilizada em curativos de pele ou em embalagens, substituindo o material sintético. Além de contribuir com a sustentabilidade, o material é mais econômico.

"Material bem multifuncional, que tem potencial e pode ser explorado de muitas formas. São utilizados em curativos, então pode auxiliar na medicina, na saúde das pessoas. A ciência está ligada ao cotidiano e deve ser valorizada", conta Juliana.

Juliana se credenciou para participar do evento norte-americano ao participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em março deste ano, na Universidade de São Paulo (USP).

No evento, o projeto da gaúcha conquistou o 1º lugar em Ciências Agrárias, o 2° lugar no Prêmio Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular e o Prêmio Destaque Unidades da Federação como melhor trabalho do estado.

No ano passado, ela havia recebido o prêmio de Jovem Cientista na categoria Ensino Médio, com o projeto "Desenvolvimento de um filme plástico biodegradável a partir do resíduo agroindustrial do maracujá", também desenvolvido no IFRS.

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