Ministro quer usar PMs de folga na fiscalização ambiental
Ricardo Salles diz que até 900 homens podem ser colocados na operação
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, confirmou nesta sexta-feira (31) a intenção do governo de contratar policiais militares para fiscalizarem, em horários de folga, unidades federais de proteção ambiental.
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A proposta foi noticiada nesta sexta pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Mais tarde, em uma rede social, o ministro confirmou a intenção, e afirmou que o governo começará a implementação do plano pela Amazônia.
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Segundo o jornal, a ideia do governo é possibilitar que policiais militares que já atuam na área ambiental trabalhem na fiscalização de áreas florestais em horários de folga. O "Estado" afirmou na reportagem que o governo pagará diárias com recursos da União.
"Em todos os estados há bons quadros de PMs ambientais prontos para nos ajudar na fiscalização de maneira complementar ao nosso efetivo e com foco no combate ao desmatamento ilegal. Começaremos pela região da Amazônia. Potencial de 900 policiais a mais nas operações", disse Salles em sua rede social.


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"O objetivo é aumentar o efetivo e ações de fiscalização, sobretudo no combate ao desmatamento ilegal na Amazônia", disse em nota o ministério.
Pela proposta do governo, os PMs auxiliarão no trabalho dos fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O "Estado de S. Paulo" afirma na reportagem que o pagamento das diárias será feita por meio de um convênio direto entre União e cada unidade da Polícia Militar.
Ainda segundo a publicação, o governo encomendou um estudo junto às unidades da PM de todo o país para saber o tamanho do efetivo que terá à disposição e também o valor da diária dos PMs interessados no trabalho, uma vez que cada estado paga um valor diferente para os policiais.
