Brasil ganhou 14 mil novos milionários em 2018, diz estudo
Grupo dos que possuem fortuna elevada subiu para 185,5 mil pessoas no país, um avanço de 8% em relação a 2017
O número de milionários no Brasil cresceu 8%, passando de 171,5 mil pessoas para 185,5 mil, de acordo com o relatório anual sobre riqueza mundial da consultoria Capgemini. Apenas em 2018, 14 mil brasileiros entraram para o grupo dos que possuem patrimônio acima de US$ 1 milhão.
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O estudo considera os chamados HNWIs (high net worth individuals, em inglês), que possuem fortuna maior que US$ 1 milhão, excluindo a residência de moradia, artigos colecionáveis e bens de consumo duráveis.
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Apesar do aumento do número de milionários no Brasil no último ano, o patrimônio total deste grupo recuou 3% no período, para US$ 4,4 trilhões, segundo o levantamento.
O relatório World Wealth Report 2019 mostra que, no mundo, o número de milionários caiu pela 1ª vez em 2018 (-0,3%) depois de 7 anos seguidos de crescimento do patrimônio total das pessoas com alta renda. Na comparação com o ano anterior, houve queda de 3%, algo como US$ 2 trilhões a menos.


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O estudo mostra uma grande concentração dos milionários. Estados Unidos, Japão, Alemanha e China reuniram no ano passado 61% do total da população global de indivíduos de alta renda.
No mundo, o país mais atingido com a queda de patrimônio foi a China, que sozinha, foi responsável por mais da metade (53%) das perdas na Ásia-Pacífico e mais de 25% da queda na riqueza global.
"A riqueza dos HNWIs diminuiu em quase todas as outras regiões: 4% na América Latina, 3% na Europa e 1% na América do Norte. No entanto, o Oriente Médio contrariou a tendência, gerando um crescimento de 4% no patrimônio dos HNWIs e aumentando a população de alta renda em 6% devido ao forte crescimento do PIB e desempenho do mercado financeiro", afirma o relatório.
O grupo dos ultra-ricos (fortuna acima de US$ 30 milhões) diminuiu em 4% e viu seu patrimônio encolher em cerca de 6%, respondendo por 75% da redução total da riqueza global no ano.
Milionários intermediários (com algo entre US$ 5 milhões a US$ 30 milhões) representaram outros 20% do declínio total. E o segmento inicial, com indivíduos com patrimônio entre US$ 1 milhão a US$ 5 milhões (ou quase 90% da população das pessoas de alta renda) foi o menos afetado em 2018, já que sua riqueza caiu menos de 0,5%, segundo o relatório.
"Apesar do declínio da riqueza, a confiança e a satisfação dos HNWIs nas empresas de gestão de patrimônio evoluiu 3% para cima em relação aos mais altos níveis já alcançados. No entanto, o relatório revelou uma oportunidade significativa para que os fundos de wealth (riqueza) abordem de forma proativa as crescentes expectativas dos indivíduos de alta renda.
