EUA oficializam Brasil como aliado militar prioritário fora da Otan
Medida facilita ao Brasil comprar armas dos americanos. Aliança tinha sido discutida em encontro entre Trump e Bolsonaro em março
Cumprindo uma promessa feita em março, durante encontro entre os presidentes dos dois países, Donald Trump e Jair Bolsonaro, em Washington, os Estados Unidos designaram oficialmente nesta quarta-feira (31) o Brasil como um aliado prioritário extra-OTAN.
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Isso aproxima militarmente os países e facilita ao Brasil comprar armas e equipamentos de defesa dos EUA. Na América Latina, apenas a Argentina tinha esse título anteriormente.
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O que é um aliado prioritário extra-Otan?
Ser um aliado prioritário extra-Otan aproxima militarmente o Brasil dos Estados Unidos. Ao entrar nessa classificação, o Brasil consegue:


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- Tornar-se comprador preferencial de equipamentos e tecnologia militares dos EUA;
- Participar de leilões organizados pelo Pentágono para vender produtos militares;
- Ganhar prioridade para promover treinamentos militares com as Forças Armadas norte-americanas.
Ao todo, 17 países receberam essa classificação do governo norte-americano.
O que é a Otan?
A Otan foi fundada em 1949, logo no início da Guerra Fria, como um pacto militar dos países alinhados com os Estados Unidos. Após o esfacelamento da União Soviética em 1991, algumas nações que antes faziam parte do bloco comunista - como Polônia e Hungria - passaram a integrar a organização.
Um dos princípios da organização, hoje com 29 países, garante aos integrantes o princípio de defesa coletiva. Ou seja: um eventual ataque a um ou mais países-membros do grupo será encarado como uma agressão a todos os demais integrantes.
O professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio, especialista em Estados Unidos, comenta que o interesse de Trump na Otan é reticente desde a campanha presidencial em 2016.
"Trump chegou a chamar a Otan de obsoleta, acusou países europeus de tirarem vantagem do acordo", relembrou Poggio.
Trump, então, pressionou os integrantes do bloco a investirem mais em segurança - o que foi atendido pelas lideranças da Otan no ano passado, que firmaram uma meta de gastos de 2% do PIB com defesa até 2024. O norte-americano, então, elogiou a medida. "A Otan está muito mais forte agora do que há dois dias", disse Trump, em julho.
