"Não vi se bati em árvore, em carro ou em poste", diz acusado de homicídio
Edmo Rui Assumpção está sendo julgado nesta terça; ele seguia a mais de 160km/h na Amélia Rosa quando provocou acidente
O réu Edmo Rui de Assumpção Santana, acusado da morte de Daniel Araújo Monteiro durante um acidente de trânsito registrado na Avenida Amélia Rosa, em Maceió, está sendo julgado nesta terça-feira (6). Ao prestar depoimento, contou que não viu onde tinha batido e disse lembrar apenas de ver água, fumaça e a esposa ferida ao lado dele após a colisão. Edmo lamentou a morte de Daniel e disse sentir muito pelo ocorrido.
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"Na hora da colisão eu nem vi em quê eu bati, só senti a pancada e lembro da água, da fumaça e da minha mulher morrendo do meu lado. Eu lamento, sinto muito. Jamais tive inimigos, jamais provoquei mal a ninguém, e lamento muito a dor que todo mundo está passando, a dor dos familiares da vítima", falou ao juiz John Silas, que conduz o júri popular.
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Edmo ainda confessou que ingeriu bebida alcoólica, mas disse que parou de beber horas antes de conduzir o carro. Ele também contou que fez uso de maconha na noite anterior ao ocorrido. E voltou a repetir que não viu onde tinha batido, relatando que só soube que uma pessoa havia morrido quando já estava imobilizado dentro da ambulância.
"Não vi sequer em que eu bati, se foi numa árvore, num carro ou num poste. Só soube quando estava dentro da ambulância, imobilizado, e alguém me disse que uma pessoa havia falecido", afirmou.


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ACUSAÇÃO
O promotor de Justiça Humberto Pimentel fez questão de exibir imagens e reportagens jornalísticas do dia do acidente. Em uma das fotos, fica comprovado que o réu seguia na avenida a uma velocidade de 169km/h. Ao dar início à acusação, o promotor afirmou que não usaria a palavra acidente por não considerar que tratou-se de um.
"O crime foi uma roleta russa. Podia ter sido qualquer um de nós passando aquele momento, na Amélia Rosa. Aquilo não é acidente de dentro de cidade, porque a velocidade estava o dobro acima do compatível com a via. Ele assumiu o risco de morte quando se embriagou e dirigiu o carro", disse o promotor.
Um policial civil que chegou ao local logo que ocorreu a colisão também prestou depoimento e falou que todas as pessoas que estavam lá disseram que o sinal estava vermelho para Edmo.
O julgamento está acontecendo no Fórum do Barro Duro. A previsão é que ele termine somente no final da noite.
