Teste em base militar no norte da Rússia deixou cinco mortos, diz agência
Número de mortos foi atualizado nesta sexta-feira (9)
Nesta sexta-feira (9), a agência estatal de energia atômica da Rússia, a Rosatom, revelou que cinco de seus funcionários no teste com foguetes de quinta-feira (8). Anteriormente, autoridades russas informaram que duas pessoas tinham morrido.
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O acidente ocorreu em uma base militar em Arkhangelsk, no norte do país, durante testes em um motor de foguete de propelente líquido, informou a agência de notícias estatal RIA, segundo a Reuters.
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De acordo com a Rosatom, a agência de energia atômica, outros três de seus funcionários tiveram ferimentos, alguns mais graves que outros, durante o acidente, incluindo queimaduras. A agência afirma que eles estão recebendo o tratamento médico necessário em instalações especializadas.
O acidente causou um aumento nos níveis de radiação em Severodvinsk, disseram as autoridades locais. A declaração de radiação emitida pela cidade, entretanto, desapareceu da internet na sexta-feira (9), sem explicação, diz a Reuters.


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O Ministério da Defesa da Rússia deu poucos detalhes sobre o acidente, e nenhuma explicação oficial foi dada sobre por que o acidente causaria o aumento da radiação.
Explosão de motor
Um oficial naval não identificado citado pelo jornal "Kommersant" disse que o acidente pode ter ocorrido em uma instalação de testes no mar e que a explosão de um foguete poderia causar um vazamento de combustível tóxico.
A mídia russa disse que a explosão do motor de foguete pode ter acontecido em uma área de testes de armas próxima do vilarejo de Nyonoksa, na região de Arkhangelsk.
Segundo essas reportagens, uma área próxima de Nyonoksa é usada para testes de armas, inclusive mísseis balísticos e de cruzeiro usados pela Marinha russa. Algumas reportagens especularam que o teste pode ter envolvido um novo míssil hipersônico chamado Tsirkon.
O grupo ambientalista Greenpeace citou dados do Ministério de Emergências que disse terem mostrado que os níveis de radiação ficaram 20 vezes acima do normal em Severodvinsk, que fica a cerca de 30 quilômetros de Nyonoksa.
