Paralisação divide rodoviários em assembleia, causa tumulto e PM é acionada
Pequeno grupo quer voltar ao trabalho; desde a última quinta, ônibus não circulam em Alagoas
Os ônibus da Veleiro ainda continuam na garagem, desde a última quinta-feira (8), já que não houve nenhum avanço nas negociações da categoria com a direção da empresa, quanto à pauta de reivindicações. Apesar disso, um grupo de rodoviários quer voltar ao trabalho, o que provocou uma reação dos demais. A Polícia Militar (PM) foi acionada ao local, para conter o tumulto.
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A reportagem daTV Gazeta esteve logo cedo, na garagem da Veleiro, no Trapiche da Barra, e conversou com os rodoviários. Segundo o sindicato que representa os profissionais, houve uma assembleia e a votação para a continuidade da paralisação não foi unânime, ou seja, um pequeno grupo de motoristas e cobradores de ônibus quer voltar a circular em Alagoas.
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A votação provocou uma pequena rixa entre a categoria, o que motivou a presença de uma guarnição da PM. A direção da empresa também esteve à porta, para conversar com os rodoviários.
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Funcionários da empresa Veleiro cruzaram os braços e paralisaram as atividades na manhã da quinta-feira (8), para cobrar o pagamento do salário atrasado.
Mais de 80 ônibus que atendem bairros de Maceió e Cruzeiro do Sul, bem como o município de Rio Largo, ficaram sem funcionar por tempo indeterminado.
Com a paralisação, nenhum ônibus saiu da garagem da empresa e as atividades só voltariam ao normal quando o pagamento fosse efetuado. Os funcionários também cobram o pagamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e encargos sociais. Mais de 15 linhas e 600 trabalhadores estão parados.
Já na sexta (9), a presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargadora Anne Helena Fischer Inojosa determinou, em caráter liminar, que o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (Sinttro/AL) mantivesse 80% das atividades do serviço na empresa Veleiro. A multa pelo descumprimento foi fixada em R$ 100 mil em desfavor da entidade sindical.
Apesar da decisão, o diretor do Sinttro, Écio Ângelo, criticou a decisão da desembargadora e informou que os trabalhos permaneceriam suspensos.
