Donald Trump desiste de endurecer controle de armas nos EUA
Presidente dos EUA chegou a admitir conversas com a oposição para maior controle de antecedentes para compra de armas de fogo nos EUA
O presidente norte-americano, Donald Trump, abandonou as intenções de endurecer o controle de antecedentes para a compra de armas de fogo nos Estados Unidos depois de conversar com o presidente da Associação Nacional do Rifle (NRA), informou a imprensa local nesta quarta-feira (21).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Depois de ataques a tiros em massa neste ano, Trump chegou a apoiar, provisoriamente, um endurecimento do controle de venda para potenciais compradores. A medida serviria para superar as brechas que não permitem registrar muitas das vendas de armamento.
Leia também
Trump chegou, inclusive, a admitir que havia conversas com representantes do Partido Democrata, de oposição, para se chegar a uma legislação sobre armas nos EUA. Ele também havia sugerido à NRA - um lobby dos mais proeminentes dos Estados Unidos - repense a oposição a alguns controles na compra de armas.
De acordo com alguns meios de comunicação norte-americanos, o presidente disse na terça-feira ao diretor da NRA, Wayne LaPierre, que pediria ao Congresso a aprovação de leis de "bandeira vermelha". Isso permitiria a proibição temporária da venda de armas para pessoas consideradas como um risco para elas mesmas ou para outros.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
Por outro lado, Trump reforçou que não lideraria os esforços para estabelecer uma lei que impeça vendas não declaradas e não controladas - tanto online quanto em exibições de armas.
Em 5 de agosto, em pronunciamento na Casa Branca, Trump pediu para que os parlamentares dos Estados Unidos aprovem leis que exijam uma checagem de antecedentes para a compra de armas e disse que os EUA precisam derrotar o supremacismo branco.
Expectativa sobre Trump
A posição de Trump a respeito do tema é crucial, uma vez que os congressistas do Partido Republicano - que contam com o voto dos cidadãos favoráveis às armas - não pretendem mudar as leis de armas sem o apoio do presidente.
Por outro lado, o Partido Democrata sabe que não pode impor leis no Congresso sem o apoio dos republicanos. Afinal, o partido governista controla o Senado.
A Casa Branca não fez comentários oficiais sobre os relatos da imprensa, que afirmam que Trump foi quem iniciou a conversa telefônica com LaPierre.
Porém, o próprio diretor do NRA confirmou na terça-feira o telefonema e disse que Trump é um forte defensor da segunda emenda à Constituição. Os defensores entendem que a norma garante direitos absolutos e amplos para comprar e possuir armas de fogo sem interferência do governo.
"Hoje falei com o presidente. Discutimos as melhores maneiras de evitar tais tragédias", tuitou LaPierre em referência aos tiroteios em massa.
Trump "é um presidente que defende ferrenhamente a segunda emenda e apoia nosso direito de portar e manter armas!", escreveu LaPierre.
Em conversa com jornalistas na terça-feira, Trump não mencionou a ligação, embora tenha dito que os Estados Unidos têm "verificações de antecedentes muito, muito fortes neste momento" e acrescentou que as regras poderiam ser mais rígidas para pessoas com problemas mentais.
"Muitas das pessoas que me trouxeram até onde estou são fortes defensores da segunda emenda, e eu também sou", disse o presidente.
Democratas vêm pedindo alguma atitude em resposta as ataques armados deste mês em El Paso (Texas) e Dayton (Ohio). Somados os dois casos, houve 31 mortes - todas com rifles semi-automáticos.
