Suspeita de ter roubado laptop de Nancy Pelosi durante invasão ao Capitólio é presa nos EUA
Ex-parceiro delatou mulher que é investigada por ter roubado um computador do gabinete da presidente da Câmara dos Deputados
Uma mulher acusada de roubar um computador da presidente da Câmara de Deputados, Nancy Pelosi, durante a invasão ao Congresso dos Estados Unidos, em 6 de janeiro deste ano, foi presa por autoridades federais na segunda-feira (18).
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A acusada se chama Riley June Williams. Como ainda não é claro se ela realmente roubou o computador, por enquanto, ela foi presa pela invasão e por baderna.
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O FBI afirmou, no domingo, que há um vídeo dela levando um laptop ou um hard drive do gabinete de Nancy Pelosi, e que investigava se Williams estava tentando vender o material para agentes de inteligência da Rússia.
A agência diz que recebeu uma denúncia de uma pessoa que diz ter sido parceira romântica de Williams.


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Esse informante disse que Williams tinha planos para enviar o material a um amigo na Rússia que iria vendê-lo ao serviço de inteligência russo, o SVR.
“A transferência do computador para a Rússia não deu certo por razões desconhecidas, e Williams ainda tem o material ou o destruiu”, disse o FBI em um documento protocolado na Justiça.
A investigação ainda está aberta.
O jornal “The New York Times” relatou que Williams se entregou na segunda-feira. Não se sabe quando será a audiência.
Segundo o FBI, antes de se entregar, Williams desativou seu número de telefone, saiu das redes sociais e fugiu da casa da mãe, onde ela morava.
Depois da invasão ao Congresso, no dia 6 de janeiro, há uma preocupação com o roubo de computadores ou dispositivos eletrônicos de deputados, senadores e suas equipes.
Mais de 90 pessoas já foram presas desde a invasão, que foi instigada por Donald Trump.
Os invasores tentavam impedir a certificação da vitória eleitoral do presidente eleito Joe Biden. Muitos gravaram vídeos e fotos de si próprios participando dos atos violentos.
Trump sofreu um impeachment na semana passada pela Câmara por incitar a insurreição e, agora, enfrenta julgamento no Senado.
