Dólar cai e fecha a R$ 4,07 após dados sobre emprego nos EUA
Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,75%, vendida a R$ 4,0786; na semana, acumulou queda de 1,52%
O dólar recuou nesta sexta-feira (6), com o mercado repercutindo dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Jerome Powell.
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A moeda norte-americana caiu 0,75%, vendida a R$ 4,0786. Veja mais cotações. Na mínima, chegou a cair a R$ 4,0543.
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Na semana, o dólar recuou 1,52%. No ano, no entanto, acumula alta de 5,28%.
Cenário externo


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Dados do mercado de trabalho dos EUA divulgados nesta sexta mostraram que a economia dos Estados Unidos gerou, em termos líquidos, 130 mil empregos em agosto. Os EUA criaram 20 mil empregos a menos em junho e julho do que o relatado anteriormente.
Para Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora, a divulgação dos dados de geração de empregos nos EUA elevou as expectativas de cortes futuros na taxa de juros do Fed, o que trouxe mais ânimo para os mercados.
"Mais uma vez, o movimento do dólar frente ao real está todo pautado pelo cenário externo. Houve um aumento nas apostas de cortes de juros nos EUA e isso acaba favorecendo o clima por aqui. Agora, basta esperar pelas sinalizações do Powell sobre a postura do Fed diante desses dados", disse à Reuters.
Nesta sexta-feira, Powel disse que o Fed continuará agindo "conforme apropriado" para sustentar a expansão econômica dos Estados Unidos, repetindo promessa que os mercados financeiros enxergam como a sinalização de uma redução adicional na taxa de juros.
Além disso, o banco central da China anunciou nesta sexta, pela terceira vez neste ano, redução da quantidade de dinheiro que os bancos devem reter como reservas, liberando um total de 900 bilhões de iuanes (US$ 126,35 bilhões) em liquidez para dar fôlego à economia em desaceleração.
A China e os Estados Unidos concordaram na quinta em manter negociações de alto nível no início de outubro em Washington, animando os investidores que esperam uma resolução da guerra comercial, já que as novas tarifas dos EUA sobre bens de consumo chineses não param de prejudicar o crescimento global.
Cenário local
No cenário doméstico, o Banco Central vendeu todos os US$ 580 milhões em moeda física nesta sexta-feira e negociou ainda todos os 11.600 contratos de swap cambial reverso ofertados --nos quais assume posição comprada em dólar.
