Atentado talibã em Cabul mata 16 e fere 119 pessoas
Segundo a polícia, a explosão foi causada por um trator carregado de explosivos
O atentado suicida reivindicado pelos talibãs deixou 16 mortos e 119 feridos - todos civis - na noite desta segunda-feira (2), no centro de Cabul, pouco após o encontro entre o presidente afegão, Ashraf Ghani, e o enviado americano Zalmay Khalilzad, dedicado ao acordo de paz.
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"Dezesseis mortos e 119 feridos no ataque da noite passada. A explosão foi causada por um trator carregado de explosivos", informou o ministro do Interior, Nasrat Rahimi, nesta terça-feira (3).
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Cinco agressores foram mortos e as operações de busca e resgate, mantidas até às 5h local, destacou Rahimi.
A explosão ocorreu perto do complexo "Green Village", que abriga agências de ajuda humanitária e organizações internacionais e foi seguida de uma troca de tiros e de uma segunda explosão em um posto de gasolina.


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A deflagração ocorreu enquanto a televisão afegã transmitia uma entrevista feita com o enviado americano, no qual mencionou um possível acordo de paz com os talibãs.
O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujadid, reivindicou a autoria do atentado, segundo ele, por um suicida e um comando.
Imagens postadas nas redes sociais mostram uma densa coluna de fumaça subindo ao céu da capital afegã.
Khalilzad foi recebido nesta segunda pelo presidente afegão, Ashraf Ghani, a quem apresentou o projeto de acordo de paz que negocia com os talibãs há meses. A conclusão do pacto é considerada iminente.
As Forças Armadas dos EUA estão dispostas a retirar tropas de cinco bases no Afeganistão sob o acordo negociado com os talibãs, disse o enviado americano na segunda-feira.
Khalilzad, que negocia com o talibã há quase um ano, disse que a retirada ocorrerá dentro de quatro meses após a aprovação de um acordo final, desde que os talibãs cumpram seus compromissos.
"Estamos prestes a chegar a um acordo que reduzirá a violência e abrirá o caminho para os afegãos se reunirem para negociar uma paz honrosa e duradoura", afirmou ele no domingo (1º), em Doha, onde acabara de concluir uma nova rodada de negociações com os insurgentes.
