Até 3,5 mil fuzis estão nas mãos de criminosos no Rio, diz polícia
Armamento também é mais comum nas mãos de agentes da lei do que nas outras regiões do país
O Rio de Janeiro é a cidade com o maior número de fuzis do país, segundo especialistas. O fuzil é uma de guerra raramente usada no patrulhamento de rotina em outras cidades do mundo.
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A Polícia Civil estima que de 3 mil a 3,5 mil fuzis estejam nas mãos de criminosos no Rio de Janeiro. A arma poderosa é usada países em guerra ou que enfrentam o terrorismo. No Rio, passou a fazer parte da rotina dos moradores, tanto em patrulhamentos de rotina e operações policiais.
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"Eu posso dizer que no mundo é a maior presença de fuzis voltada para a questão de policiamento urbano, para a questão de segurança publica", diz o coordenador de Segurança do Viva Rio, Ubiratan Ângelo. "Ele como arma de longo alcance você atira no que vê e acerta no que não vê", avalia.
Para enfrentar o poder bélico dos traficantes, as forças de segurança se armaram cada vez mais. Mas do outro lado desse confronto, novos armamentos não param de chegar pelos aeroportos, escondidos no meio de mercadores legais, pelas estradas e pelo mar.


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"Todos os policiais que usam qualquer tipo de armamento passam por uma capacitação feita pelo Comando de Operações Especiais da Corporação. Ou seja, eles são altamente treinados para usar armamento, principalmente o o fuzil", diz o porta-voz da PM, Maicon Pereira.
Caminho dos fuzis
"A gente precisa estabelecer uma política de controle que impeça que essa arma chegue nas mãos dos criminosos porque depois que ela chega o enfrentamento vai ser certa com muitos efeitos negativos para a população", diz Melina Riso, diretora de programas do Instituto Igarapé.
Este ano, o caminho das armas foi interrompido algumas vezes. De janeiro a agosto a polícia apreendeu 396 fuzis no estado.
O delegado responsável pela Delegacia Especializada em Armas Munições e Explosivos, Marcos Vinícius Amim, diz que é preciso interromper a forma de aquisição dessas armas.
"Essa política de permanecer somente apreendendo fuzis, ela não vai gerar os efeitos que nós queremos. Efeitos perenes e duradouros. Por isso que o nosso foco aqui, hoje, da secretaria estadual de Polícia Civil é combater não só a presença do fuzil, mas a chegada do fuzil e, mais ainda, a forma com a qual esse fuzil é adquirido", diz o delegado.
No meio da guerra - entre o fuzil do criminoso e o fuzil da polícia - existe uma população com medo. Principalmente, moradores das comunidades, onde as balas perdidas mais encontram vítimas inocentes.
"Quem tá refém é a população pobre desses espaços Hoje nesses espaços, você tem um alto número de mortes, sabe onde vai morrer e quem vai morrer, mas não sabe o nome de quem mata, e por isso você diz que há impunidade", avalia Ângelo.
Só este ano, cinco crianças morreram atingidas por tiros na Região Metropolitana do Rio.
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