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Seguranças suspeitos de chicotear jovem em SP são identificados

Agressões aconteceram após vítima tentar furtar chocolate de supermercado

A Polícia Civil identificou, na tarde desta terça-feira (3), os dois seguranças que foram filmados torturando um adolescente de 17 anos que supostamente teria furtado um chocolate em um supermercado na Vila Joaniza, Zona Sul de São Paulo.

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Os seguranças são Waldir Bispo dos Santos e Davi de Oliveira Fernandes, que são funcionários da KRP Valente Zeladoria Patrimonial, localizada em São Bernardo do Campo. A pena para um crime de tortura pode variar de 2 a 8 anos de prisão.

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O jovem se apresentou para prestar depoimento na delegacia acompanhado do irmão também nesta terça-feira (3). O irmão do rapaz torturado afirmou que não tinha contato com o jovem havia cinco anos, mas que resolveu ajudá-lo depois da divulgação do vídeo.

"Eu vou levar ele pra morar comigo", afirmou o irmão. "Ele não vai voltar mais para aquele lugar, porque eu tenho certeza que se ele voltar para lá, vai sumir."

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De acordo com o delegado responsável pelo caso, também existe a possibilidade de os seguranças terem usado o jovem como exemplo para outros moradores da região que costumam praticar pequenos furtos.

"Eu acredito que o intuito desses dois criminosos seria impingir um medo naquela comunidade que fica ali nas proximidades", disse o delegado Pedro Luis de Souza. "Não se justifica a barbaridade que foi cometida", completou.

O SP2 não conseguiu resposta da empresa KRP Zeladoria Valente Patrimonial. A Ricoy afirmou, por meio de nota, que "está chocado com a tortura sem sentido", afirmou ainda que os seguranças "não prestam mais serviços para o supermercado" e que já disponibilizou um assistente social para conversar com o jovem e com a família e que vai dar o suporte necessário.

O caso

O adolescente disse que tentou furtar uma barra de chocolate quando foi abordado. Segundo o jovem, os dois seguranças o levaram para um quarto nos fundos da loja, onde ele foi despido, amordaçado e amarrado. Ele contou à polícia que foi chicoteado por cerca de quarenta minutos com fios elétricos trançados e ameaçado de morte.

"Eu fui pegar um chocolate. Aí, eles me pegou [sic] me levou no quartinho me deu uma pá de chicotada. Aí ele falou que se eu falasse pra alguém ele ia me matar ainda, me ameaçou de morte. Muita maldade isso daí", disse o jovem ao SP2.

Os advogados do supermercado estiveram na delegacia e se colocaram à disposição da justiça. O gerente informou que os dois seguranças foram afastados.

Ariel de Castro Alves, conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), disse que está acompanhando a investigação e que cobra a punição dos responsáveis pelos "atos bárbaros e cruéis de tortura".

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