Índia prepara 'banho de sangue' na Caxemira, diz premiê do Paquistão
Imran Khan afirmou ainda que disputa por território pode se transformar em uma guerra nuclear
Nesta sexta-feira (27), o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, afirmou que a Índia prepara um "banho de sangue" na Caxemira. Declaração foi dada na Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira (27). Ele ainda chegou a invocar a possibilidade de que sua disputa com a Índia sobre o território possa se transformar em uma guerra nuclear total.
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"Quando o toque de recolher for suspenso, haverá um banho de sangue", disse Khan à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, no momento em que a Índia impõe rígidas restrições à região muçulmana do Himalaia desde agosto e que revogou a autonomia constitucional da parte da Caxemira sob seu controle.
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"Existem 900 mil soldados lá. Eles não vieram, como diz o (primeiro-ministro indiano) Narendra Modi, para a prosperidade da Caxemira ... Esses 900 mil militares, o que farão? Quando partirão? Haverá um banho de sangue", enfatizou.
"Se uma guerra convencional entre os dois países começar, tudo pode acontecer. Mas, supondo que um país sete vezes menor que seu vizinho enfrente a escolha 'você se rende, ou luta por sua liberdade até a morte', o que faremos?", questionou Khan.


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O premiê paquistanês foi ainda mais drástico: "Eu me faço essas perguntas. Vamos lutar... E quando um país com armas nucleares luta até o fim, isso tem consequências muito além das fronteiras".
O primeiro-ministro indiano falou antes e não mencionou explicitamente a Caxemira. No lugar, optou por concentrar seu discurso em políticas internas como desenvolvimento e saneamento.
Ele fez uma referência indireta ao Paquistão, dizendo aos líderes presentes: "Pertencemos a um país que deu ao mundo, não guerra, mas a mensagem de paz de Buda. E essa é a razão porque nossa voz é contra o terrorismo - para alertar o mundo sobre esse mal".
