Gaeco cumpre em AL mais de 40 mandados contra acusados de integrar o PCC
Força-tarefa acontece em mais oito estados, com o objetivo de desarticular organizações criminosas
Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) do Ministério Público realizam, nesta quinta-feira (15), operações contra integrantes de organizações criminosas em todo o país. Em Alagoas, a força-tarefa cumpre 37 mandados de busca e apreensão e 42 de prisão contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em outros estados, policiais também foram presos.
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No estado, a operação cumpre os mandados expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, de busca e apreensão e de prisão contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Todos os mandados estão sendo cumpridos em Maceió e em mais sete municípios, sendo São Miguel dos Milagres, Maragogi, Japaratinga, Paripueira, Passo de Camaragibe, São Luís do Quitunde e Matriz de Camaragibe.
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Os pedidos têm por base três Procedimentos de Investigação Criminal do GAECO local e um inquérito da Delegacia de Narcóticos da Polícia Civil - DENARC.
Acompanhando os trabalhos em uma sala especial da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CSI/MPRJ), o presidente do GNCOC, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, garantiu que esse tipo de enfrentamento seguirá ocorrendo em todo o Brasil. "Os Gaecos do país inteiro estão trabalhando incessantemente para combater as organizações criminosas que tanto afrontam a paz social e as forças de segurança do país. Seguiremos nesse propósito todos os dias", assegurou Gaspar, que é também procurador-geral de Justiça de Alagoas.


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Dos 42 mandados de prisão, três foram cumpridos na capital, sendo dois no sistema prisional: um na Penitenciária Baldomero Cavalcante e, o outro, no Presídio de Segurança Máxima.
De acordo com o Gaeco, a operação é resultado de três PICs - procedimento investigatório criminal do próprio Gaeco - e um inquérito policial do Denarc - Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de Alagoas.
Todos os PICs do Ministério Público Estadual de Alagoas são referentes aos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa e, para este trabalho executado hoje, os alvos foram três células diferentes do PCC. Já a Polícia Civil investiga a quarta célula do Primeiro Comando da Capital.
Segundo os promotores de justiça do Gaeco, as drogas - maconha, crack e cocaína - comercializadas ilegalmente pela facção criminosa no litoral norte de Alagoas vem de Maceió.
As operações nos estados:
As diligências desta quinta-feira estão sendo realizadas simultaneamente pelos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro. Com auxílio de forças policiais, os Gaecos de cada um desses estados cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de grupos criminosos. No total, estão sendo cumpridos mais de 300 mandados judiciais, entre prisões e buscas e apreensões. Até o momento, 67 pessoas foram presas. Entre os presos, há policiais.
Acre - está sendo realizada uma grande revista na Penitenciária Francisco de Oliveira Conde, na Capital. O foco está em pavilhões dominados pelo PCC e na facção local Bonde dos 13, aliada ao Primeiro comando da Capital. A ação visa a apreensão de ilícitos e prospecção de informações, além da identificação de pessoas que exercem posição de liderança nessas organizações. Paralelamente, foram denunciadas à Justiça 69 pessoas presas na Operação Hemolíse, realizada no dia 24 de julho, na Capital e outros quatro municípios. Os denunciados são integrantes do Comando Vermelho.
Alagoas - a operação cumpre 37 mandados de busca e apreensão e 42 de prisão contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, todos os mandados estão sendo cumpridos em Maceió e em mais sete municípios do litoral norte do estado. Os pedidos têm por base três Procedimentos de Investigação Criminal do GAECO local e um inquérito da Delegacia de Narcóticos da Polícia Civil - DENARC.
Amapá - com alvos em Macapá, Santana e Porto Grande, a operação, que também tem foco no combate ao tráfico de drogas, é contra a organização criminosa "Família Terror do Amapá".
Amazonas - estão sendo cumpridos três mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão. Dentre os alvos da medida, encontram-se lideranças da organização criminosa Família do Norte, considerada a terceira maior facção do Brasil.
Bahia - São 19 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. A operação está sendo realizada nos municípios de Senhor do Bonfim, Jacobina, Juazeiro, Capim Grosso, Serrolândia e Lauro de Freitas. Entre os alvos, estão integrantes de organização criminosa ligada ao PCC que atua com tráfico de drogas e é responsável por diversos homicídios no estado. Onze promotores de Justiça, 74 policiais militares e 99 policiais rodoviários federais participam da ação.
Ceará - as operações "Jericó" e "Al Qaeda" tiveram investigações que resultaram na expedição de 35 mandados de prisão e 29 mandados de busca e apreensão contra integrantes do PCC a serem cumpridos em todo o Estado do Ceará.
Mato Grosso do Sul - 15 mandados de prisão estão sendo cumpridos contra integrantes do PCC com atuação no estado.
Pernambuco - cumpre um mandado de prisão e busca e apreensão em apoio a operação que combate a lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. O mandado está sendo cumprido na cidade de Petrolina.
Rio de Janeiro - três operações em andamento. Uma cumpre 41 mandados de busca e apreensão contra policiais militares, sendo oito denunciados por associação criminosa e crime de corrupção passiva, um denunciado por associação para o tráfico de drogas , tendo sido todos afastados de suas funções pela Justiça. A segunda, mandados de prisão contra sete traficantes em comunidades do Complexo de Madureira. A terceira, visa prender acusados de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, com denunciados que atuavam como "laranjas" para ocultar o dinheiro ilícito do tráfico de integrantes da facção Comando Vermelho
Reincidência
A grande maioria dos presos é reincidente, já tendo sido processada e presa pelo mesmo crime de tráfico de entorpecentes. E essas quatro células do PCC já vêm atuando no estado, há pelo menos cinco anos.
*Com informações da assessoria do Ministério Público.
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