Paciente desaparece durante atendimento no HGE, denuncia família
José Clóvis Lourenço, de 38 anos, estava no corredor da unidade; ele foi vítima de uma agressão
O Hospital Geral do Estado (HGE) volta a ser cenário de denúncias que apontam descaso. Desta vez, familiares de José Clóvis Lourenço, de 38 anos, acusam que ele estava sendo atendido no corredor do hospital, quando, na ausência deles, desapareceu.
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De acordo com Maria de Lourdes da Silva, que é irmã de José, ele havia se envolvido numa briga na cidade de Cajueiro, onde teria sido atingido por um soco no rosto e precisou de atendimento médico.
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"Ele chegou ao HGE, acompanhado da nossa mãe Maria Luzia. Eles ficaram aguardando no corredor, onde estava sentado em uma cadeira. À noite, quando ele foi internado, um funcionário orientou a minha mãe, devido à idade dela, a voltar para casa e enviar alguém mais jovem para acompanhá-lo", contou Maria de Lourdes.
A irmã de José relata que, quando a pessoa chegou ao HGE, já não encontrou o paciente. Em contato com a família, o encarregado de substituir a mãe dele informou sobre a situação.


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"Minha mãe mandou roupas e R$ 100 pela pessoa e, quando chegou lá, informaram que ele não estava mais. Se ele foi liberado, não sabemos. Só sabemos que ele não tinha condições de ser liberado. É um absurdo", informou.
Maria de Lourdes relatou, ainda, que buscou ajuda no setor de Assistência Social do hospital. "Não dizem se ele teve alta, se pediu para sair. E, mesmo se tivesse pedido para sair, ele não tinha condições. Não sabemos de nada. Só sabemos que ele desapareceu do HGE e não temos como localizá-lo", desabafou.
Por meio de nota, o HGE falou sobre o procedimento realizado no paciente e orientou a família a adotar os procedimentos cabíveis, como comunicar o desaparecimento à polícia. Confira:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A gerência do Hospital Geral do Estado (HGE) esclarece que o paciente José Clóvis Loureiro (37) evadiu desta unidade hospitalar na madrugada do dia 29 de setembro quando encontrava-se sem acompanhamento familiar. Ele deu entrada no HGE no dia 28, às 17h54, vítima de agressão, ocorrida há dois dias da entrada, conforme relatado por familiares. Foi realizada uma tomografia de crânio que mostrou ausência de fraturas na face. A gerência especifica que, em casos de evasão, o HGE orienta os familiares a procurarem a ouvidoria hospitalar para relatar o caso e, em seguida, a polícia para comunicar o desaparecimento.
