Deputada vai denunciar a Casal ao Procon por cobrar R$ 1 mil por hidrômetro
Segundo revelou a parlamentar, é possível comprar equipamento similar por R$ 75 pela internet
A oposição na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) tem estado em sintonia com as queixas da população aos serviços prestados pelas empresas públicas do governo Renan Filho (MDB). Na tarde desta quinta-feira (3), durante pronunciamento na ALE, a deputada Cibele Moura (PSDB) falou sobre o preço abusivo de R$ 1 mil cobrado pela Casal para a troca de hidrômetros que medem o consumo de água, em Paripueira.
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Ela vai levar o caso ao Procon, já que, em pesquisa na internet, achou produto similar por R$ 75 reais.
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Indignada com a situação, além de ser solidária aos moradores da cidade, lembrou que quem buscou informações foi orientado por funcionários a parcelarem o valor ou ir reclamar em Rio Largo.
"A gente jogou até no [site de vendas] Mercado Livre para ver quanto seria, na iniciativa privada, o valor do hidrômetro: R$ 75, algo similar. E o poder público está cobrando mil reais. Quando a população foi reclamar, falar com quem representa a Casal no município, a resposta foi: 'a gente não pode fazer nada'", teriam dito os representantes da Casal.


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Cibele Moura chegou a pedir que a empresa "ajude o povo de Paripueira" e alertou, ainda, que por conta de situações assim a população, e sua maioria, passa a querer a privatização da empresa.
Segundo a parlamentar, o alto preço cobrado pelo equipamento é um indicativo do que ocorre quando uma empresa pública entra em falência, uma vez que está nítido o repasse do custo ao consumidor. Em sua avaliação, quem deveria pagar por isso não é a população, mas sim o mal gestor.
Apoio
Em apoio a Cibele Moura, o deputado Davi Maia (DEM), declaradamente favorável à privatização da Casal desde o primeiro dia de seu mandato, foi ainda mais duro ao criticar a estatal. Tratando-a como "empresa falida", ele questionou a chamada "função social" alegada pelo Sindicato dos Urbanitários quando se posicionam contra a privatização.
"É função da Casal cobrar a quarta tarifa mais cara de água do Brasil, cobrar pela troca do hidrômetro, um equipamento que é da companhia. Essa é a função social dessa empresa?", indagou o parlamentar.
SEGUE NOTA DA CASAL
A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) informa que não cobra ao cliente nenhum valor pelo hidrômetro novo. Se o hidrômetro estiver gasto e danificado pela ação do tempo, ele será substituído sem nenhum custo para o cliente. Por outro lado, se o equipamento foi violado ou danificado propositalmente com o objetivo de fraudar o consumo de água, a Companhia faz a substituição por um novo e aplica multa ao usuário. Portanto, não é cobrança pelo hidrômetro novo, é multa pelo cometimento da fraude. Se o hidrômetro não estiver no local, o cliente precisa apresentar um BO para comprovar que ele foi furtado, e nesse caso não haverá aplicação de multa. Se não apresentar o BO, a Casal aplica multa pelo desaparecimento do equipamento. Os valores das multas para determinados tipos de fraudes constam no site da Casal (Item Serviços > Valores dos Serviços > https://www.casal.al.gov.br/valores-dos-servicos/), na tabela de nome "Multa por Infração". Quanto maior a vazão desse hidrômetro, a multa é mais alta. Portanto, a Casal reforça que é falsa a informação de que cobra mil reais por hidrômetro.
