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Apple remove aplicativo usado em Hong Kong após pressão da China

Aplicativo colocava em risco oficiais da polícia e moradores da cidade, além de violar as leis locais e a política de uso da App Store.

A Apple removeu de sua loja o aplicativo HKmap.live, que ajudou manifestantes de Hong Kong a rastrear os movimentos da polícia, dizendo que era usado para emboscar autoridades policiais.

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O HKmap.live era usado por ativistas para marcar a localização de tropas da polícia e para informar quais ruas estavam fechadas durantes os protestos pró-democracia que acontecem em Hong Kong desde o final de março.

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A decisão de excluir o aplicativo mergulha a Apple na crescente tensão política entre a China e os manifestantes de Hong Kong. O entrave político já enlaçou outras empresas dos EUA e até um time de basquete da NBA.

Embora o aplicativo tenha sido removido da loja oficial, ele continuou funcionando para usuários que já tinham o app baixado em Hong Kong. Uma versão da web também estava disponível nos iPhones.

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A exclusão do HKmap.live veio depois que um jornal estatal chinês fez fortes críticas à gigante de tecnologia dos EUA por permitir o software.

O jornal oficial do Partido Comunista Chinês na terça-feira (8) chamou o aplicativo de "venenoso" e criticou o que disse ser a cumplicidade da Apple em ajudar os manifestantes de Hong Kong.

A Apple disse em comunicado divulgado na quarta-feira (9) que iniciou uma investigação imediata depois que "muitos clientes preocupados em Hong Kong" entraram em contato para falar sobre o aplicativo e a Apple descobriu que havia colocado em risco policiais e moradores.

"O aplicativo exibe localização de policiais e verificamos junto ao Departamento de Crimes de Cibersegurança e Tecnologia de Hong Kong que o aplicativo foi usado para atacar e emboscar policiais, ameaçar a segurança pública, e criminosos o usaram para vitimizar residentes em áreas onde eles sabem que não há aplicação da lei", afirmou.

A Apple não comentou além da declaração. A empresa também removeu o BackupHK, um aplicativo separado, que servia como uma espécie de app reserva para o HKmap.live.

No Twitter, uma conta que acredita-se pertencer ao desenvolvedor do aplicativo disse que discordava da decisão da Apple e que não havia evidências para apoiar as alegações da polícia de Hong Kong, de que o aplicativo havia sido usado em emboscadas.

"A maioria das análises de usuários na App Store [...] sugerem que o HKmap melhorou a segurança pública, e não o contrário", afirmou.

Nem o Ministério das Relações Exteriores da China, nem o escritório de informações do Conselho de Estado tinham um comentário imediato quando perguntados sobre a remoção do aplicativo HKmap.live. A polícia de Hong Kong também não fez comentários.

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