Ex-deputados prestam depoimentos sobre assassinato de Marielle Franco
Edson Albertassi e Paulo Melo (MDB) estão presos em Bangu há dois anos, acusados de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro investigados
Os ex-deputados estaduais pelo Rio de Janeiro Edson Albertassi e Paulo Melo prestaram depoimento nesta quinta-feira (24) a respeito do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O delegado Antonio Ricardo, diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa do Rio de Janeiro, disse que os interrogatórios têm a ver com uma possível motivação política para a morte de Marielle.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Segundo Antonio Ricardo, o ex-deputado e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Domingos Brazão poderá ser chamado novamente a depor. "Nós vamos avaliar a necessidade dele prestar um novo depoimento. Por enquanto, ele é ouvido na condição de testemunha", disse o delegado.
Leia também
Os dois ex-deputados do MDB estão presos em Bangu há dois anos, acusados de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro investigados na Operação Cadeia Velha, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro.
Federalização


Suspeito de matar jovem de 19 anos no Ouro Preto, em Maceió, é preso

Denúncia anônima ajuda PM a apreender armas em Maceió

Goleiro do CSA, Wellerson desabafa após falha em empate com Jacuipense - 2/6/26

CRB se reapresenta e inicia preparação para duelo contra o São Bernardo - 2/6/26
O delegado reforçou a crítica à federalização do caso, requerida por Raquel Dodge, então procuradora-geral da República. Pelo pedido de Dodge, a investigação sairia da alçada da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) para o âmbito da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).
"Se sair da Polícia Civil, vai haver um prejuízo muito grande, porque o que nós já produzimos de informação e de documentos apreendidos que ainda estão sob análise vai ser uma perda inestimável. Esse tempo é precioso. Nós já temos mais de 30 volumes produzidos", disse o delegado.
No último dia como procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a federalização do Caso Marielle, mas a corte ainda não se definiu sobre a matéria.
Marielle foi morta a tiros no dia 14 de março de 2018, juntamente com o motorista Anderson Gomes, na capital fluminense. Dois suspeitos da execução foram presos: Ronie Lessa e Élcio de Queiroz, mas os mandantes do crime e as motivações ainda não são conhecidos.
