Com obras de hospitais em atraso, Renan Filho muda entrega e anuncia novas datas
Em entrevista coletiva, governador falou sobre unidades hospitalares na capital e no interior; primeiro a ser entregue será Hospital da Mulher
Mais de um ano. Esse será o atraso na inauguração do Hospital da Mulher, inicialmente prometido pelo governador Renan Filho para o mês de junho de 2019. Em coletiva à imprensa nesta segunda-feira (19), ele anunciou que a unidade hospitalar deve ser aberta à população apenas no dia 30 de setembro deste ano.
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Na ocasião, ele apresentou o cronograma das obras da área da Saúde. Segundo o gestor, no mês de novembro devem ser entregues as Unidades de Pronto Atendimento do Jacintinho e do Tabuleiro do Martins. A primeira, porém, deveria estar funcionando desde agosto do ano passado, de acordo com promessa do próprio Renan.
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Outro atraso fica por conta do Hospital Metropolitano de Maceió, cujas obras tiveram início ainda em 2017. Prometendo 180 leitos, a unidade deveria ter sido inaugurada no final de 2018, de acordo com a previsão inicial de Renan Filho. Na coletiva, contudo, o governador afirmou que isso deve acontecer apenas no segundo semestre de 2020.
"O Hospital Metropolitano está com 90% das obras prontas e vai estar com as obras concluídas em dezembro deste ano. Entretanto, um hospital não se entrega quando a obra termina. Ainda vamos ter que fazer ambientação, implantar móveis, equipamentos", afirmou ele nesta segunda-feira.


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Durante a entrevista, ele prometeu ainda entregar em novembro agora a reconstrução do Hospital Ib Gatto, na cidade de Rio Largo. Já para o interior, foram anunciadas para o segundo semestre do ano que vem e o início de 2021 as entregas de hospitais em União dos Palmares, Porto Calvo e Delmiro Gouveia.
O objetivo das obras é desafogar o fluxo no Hospital Geral do Estado (HGE), que futuramente atenderá somente os casos de emergência. Na ocasião, ele confirmou a superlotação do local. "Hoje ele atende urgências, emergências e boa parte das cirurgias eletivas, mas sozinho ele não dá conta de atender o crescimento da população".
Além dos atrasos, o custo das obras também mais que dobrou. De acordo com informações oficiais divulgadas em abril de 2018 pela Agência Alagoas, os novos hospitais somavam investimentos de R$ 90 milhões. Um ano depois, o gasto dos mesmos pulou para R$ 211 milhões, segundo dados levantados pelo repórter Arnaldo Ferreira.
