Protestos no Chile deixam 146 pessoas com ferimentos nos olhos, diz ONG
Segundo oftalmologistas, maioria dos ferimentos foi causada por balas de borracha disparadas a curtas distâncias
O Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile informou, nesta sexta-feira (1º), que um total de 146 pessoas sofreram ferimentos nos olhos durante os protestos no Chile, que começaram a ficar violentos em 18 de outubro. Ao todo, 1.305 pessoas foram atendidas em hospitais até às 23 horas do dia 31.
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Segundo a unidade de oftalmologia do Hospital Salvador, ao menos 26 pessoas ficaram cegas devido aos ferimentos sofridos nas manifestações e várias outras correm risco de perder a visão.
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Os médicos dizem que os números são muito altos e incomuns mesmo em tempos de protesto e que os ferimentos são causados principalmente por balas de borracha disparadas de distâncias muito curtas.
Em entrevista à Bloomberg, o médico Mauricio Lopez, diz que na última segunda-feira o Hospital Salvador recebeu dez pessoas com ferimentos nos olhos em uma hora, e que, depois disso, outros continuaram chegando. ?Foi inacreditável?, afirma.


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Segundo o também oftalmologista Patricio Meza, presidente da associação médica do Chile, a média é de 12 pacientes por dia.
Perícia em armamentos
O diretor do Instituto Nacional de Direitos Humanos (NHRI), Sergio Micco, pediu nesta sexta que o governo solicite uma perícia internacional nos armamentos usados pela polícia para o controle da ordem pública durante as manifestações.
?O mais responsável é pedir uma opinião de especialistas internacionais sobre a composição dos objetos que são disparados, sejam eles projéteis, balas de borracha ou metal; e conhecer a composição, potência, pressão e quantidade de pólvora das bombas de gás lacrimogêneo?, disse Micco.
Excesso de violência
Na terça-feira, o ministro da Justiça chileno, Hernán Larraín, admitiu possíveis violações de direitos humanos por parte de forças de segurança que atuaram nos protestos. Ao menos 20 pessoas morreram desde o início da onda de manifestações no país.
O Chile receberá uma missão de integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), liderados por Michelle Bachelet ? ex-presidente chilena e atual alta comissária de Direitos Humanos da entidade.
