Foz do Iguaçu será sede do 1º Centro Integrado de Operações de Fronteira
Representantes de vários países discutiram cooperação em torno do Centro, que será inaugurado em dezembro
Representantes dos ministérios da Justiça e de Segurança de vários países discutiram, nesta quarta-feira (6), sobre a cooperação internacional e ações que poderão ser feitas após a inauguração, em dezembro, do Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, participou da reunião. Ele explicou que o centro tem como modelo o "Fusion Center", uma estrutura do governo americano que integra forças de segurança de diversos níveis.
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"Os Estados Unidos têm sido um grande parceiro do Brasil nessa atividade, ou em outras também, e nós estamos aproveitando o modelo que já foi construído. Nós pedimos ajuda em treinamento e equipamentos", disse Moro.
De acordo coordenador-geral de combate ao crime organizado do Ministério da Justiça e Segurança, Wagner Mesquita de Oliveira, para o funcionamento efetivo do projeto, o centro terá de começar buscando a cobertura integral na comunicação da fronteira.


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"Nós somos muito carentes em relação a tecnologia e equipamentos. Hoje em dia, nem os rádios das instituições que operam aqui na fronteira falam entre si. São sistemas diferentes", explicou.
Funcionamento do centro
Segundo o ministério, o centro vai atuar principalmente no combate ao tráfico de armas e drogas. As equipes também monitorarão movimentações financeiras ilegais, que podem financiar o terrorismo em várias partes do mundo.
Imagens de satélite serão usadas, segundo o projeto, no trabalho de identificação das rotas do crime, e as forças de segurança terão comunicação integrada.
De acordo com o ministério, o projeto prevê a instalação de câmeras de longa distância e com capacidade pra identificar o que não se pode ver a olho nu.
O centro funcionará no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), na Itaipu Binacional. Segundo a usina, além de estar localizada em área de fronteira, é considerada uma infraestrutura estratégica tanto pelo Brasil como pelo Paraguai.
De acordo com Oliveira, o centro contará com equipes mistas. "No grupo de trabalho de formação do centro nós teremos 10 instituições federais que vão designar representantes, que vão ficar fixos dentro do centro", contou.
Ainda destacou que serão convidados, por convênio, todas as instituições de segurança pública para mandarem representantes. Além de agencias internacionais, como dos Estados Unidos, Argentina e Paraguai.
