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Ministro da Saúde anuncia repasse de mais de R$ 26 mi para municípios alagoanos

Ao todo, 23 cidades serão contempladas com as verbas para ampliar oferta na rede hospitalar de urgência e emergência

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou, na manhã desta segunda-feira (11), o repasse de R$ 26,8 milhões para serem investidos em 23 municípios alagoanos.

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Os recursos, segundo o ministro, serão para ampliar a oferta de serviços na rede hospitalar de urgência e emergência, como realização de cirurgias, exames, atendimentos, habilitação de leitos, dentre outros. A verba também contempla a população indígena.

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Ainda na manhã de hoje, em Maceió, durante evento no salão Aqualtune, no Palácio República dos Palmares, o ministro lançou o programa Conecte SUS, que visa integrar todas as unidades de saúde do país em uma grande rede de dados. A partir de agora, segundo o ministro, o cidadão comum terá acesso ao seu histórico de saúde por meio das plataformas digitais e, para isso, utilizará apenas o CPF, sendo desnecessário o cartão do SUS, que perde o valor.

Alagoas recebe o projeto como piloto e já deve iniciar a adesão dos municípios para informatização destas unidades da atenção primária, a partir de apoio financeiro do Ministério da Saúde.

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A solenidade de lançamento do programa aconteceu com a presença de políticos locais, autoridades ligadas à saúde de Alagoas e com a imprensa.

De acordo com o ministro, o Conecte SUS é parte da estratégia da saúde digital do governo Federal, que faz o uso de recursos de tecnologia de informação e comunicação para produzir e disponibilizar informações confiáveis da saúde para quem precisa e no momento que precisa.

A proposta vai permitir que cidadão comum tenha acesso às suas informações de forma bem simples, como por exemplo, pelo próprio aparelho celular, computador ou tablete. Para isto, bastará utilizar apenas o CPF, além da decisão sobre compartilhamento de seus dados em saúde.

Ainda de acordo com o ministro, o programa vai possibilitar ao cidadão saber toda a sua trajetória no SUS, quais vacinas ele tomou ou foram aplicadas, os atendimentos realizados, os exames, internações, medicamentos usados, além dos estabelecimentos de saúde mais próximos.

Em Alagoas, o governo Federal está investindo, para auxílio à informatização da atenção primária, R$ 2,1 milhões, sendo R$ 2,1 milhões em 2019, e R$ 18,9 milhões em 2020. Ele explicou que a escolha do Estado para ser piloto do modelo foi em função do território alagoano ter uma das maiores coberturas de internet do país. Além disso, informou que Alagoas tem alto percentual (76%) de unidades de saúde da família a serem informatizadas.

O Ministério da Saúde também revelou que, em março de 2020, vai iniciar a validação do modelo da rede de dados, a partir do monitoramento e avaliação dos processos. Os gestores locais serão treinados para a novidade, seguindo as diretrizes da pasta.

"A partir de Alagoas, temos o maior objetivo de melhorar os indicadores sociais, ligados à Saúde. Por este sistema, vamos disponibilizar e compartilhar dados com os municípios e com o cidadão comum, dando mais transparência", destacou o ministro Mandetta.

Ele reforçou que a intenção do ministério é acabar com o cartão do SUS, que, na avaliação dele, gera inúmeros transtornos à população. "Agora, o cidadão vai utilizar apenas o CPF", revelou.

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