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Ex-presidente da Braskem é preso em NY por suspeita de corrupção

José Carlos Grubisich foi acusado ainda de lavagem de dinheiro

O ex-presidente da Braskem José Carlos Grubisich foi preso nesta quarta-feira (20) em Nova York por acusações de ter participado de um esquema para pagar milhões de dólares em subornos para garantir contratos governamentais.

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Grubisich foi acusado pelo tribunal federal do Brooklyn de conspiração para violar uma lei de corrupção estrangeira dos EUA e por conspiração para lavagem de dinheiro.

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O advogado de Grubisich, Daniel Stein, da empresa Mayer Brown, não foi localizado pela agência Reuters para comentar. O G1 procurou a assessoria da Braskem para questionar se a empresa iria comentar o caso, e aguarda retorno.

De acordo com a Reuters, o executivo foi preso no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, e deveria comparecer ao tribunal no fim do dia, segundo John Marzulli, porta-voz do gabinete do procurador dos EUA, Richard Donoghue.

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Para o procurador regional da República Antônio Carlos Welter, integrante da força-tarefa da Lava Jato, "a notícia evidencia a importância dos acordos de leniência celebrados pelo Ministério Público Federal e que a justiça cada vez mais é global".

"Há fatos ainda sob investigação em diferentes países, em diferentes níveis de maturidade, para que os responsáveis pelos graves crimes revelados pelo acordo possam ser responsabilizados nos países que cooperam intensamente com as apurações da força-tarefa", disse Welter em nota.

Grubisich liderou a Braskem entre 2002 e 2008 e ocupou vários cargos na construtora Odebrecht, principal acionista da companhia. Mais tarde, ele se tornou presidente-executivo da fabricante de celulose Eldorado Brasil, de onde saiu em 2017.

Na acusação, os promotores disseram que Grubisich e outros funcionários da Braskem e da Odebrecht participaram de uma conspiração para desviar cerca de US$ 250 milhões para um fundo secreto, que foi usado em parte para subornar funcionários. O esquema teria ocorrido entre 2002 e 2014, de acordo com o indiciamento.

Como presidente da Braskem, Grubisich teria ajudado a encobrir o esquema, falsificando os livros da empresa e assinando certificações falsas à reguladora do mercado de capitais nos EUA, a SEC, disseram os promotores.

Os promotores disseram ainda, no processo judicial, que Grubisich não deveria ser libertado sob fiança porque apresenta alto risco de fugir dos EUA.

Braskem e Odebrecht concordaram em 2016 em pagar um total combinado de US$ 3,5 bilhões em um acordo com autoridades dos EUA, Brasil e Suíça para resolverem as acusações de suborno.

O Departamento de Justiça dos EUA disse na época que cerca de US$ 2,6 bilhões viriam da Odebrecht e US$ 957 milhões da Braskem, e que a maior parte do dinheiro seria destinado ao Brasil.

Tanto a Braskem quanto a Odebrecht se declararam culpadas de acusações criminais norte-americanas como parte do acordo, que emergiu da operação Lava Jato.

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