Libanês compra cartola de Hitler e itens nazistas e doa a grupo judeu
Abdallah Chatila quis evitar que peças fossem parar nas mãos de neonazistas
Um empresário suíço do ramo imobiliário, nascido no Líbano, comprou a cartola que pertenceu a Adolf Hitler e vários outros itens nazistas em um leilão para que eles fossem mantidos longe das mãos de neo-nazistas. O comprador irá doar as peças a um grupo judeu.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Abdallah Chatila, um cristão que vive há décadas na Suíça, disse à agência Associated Press que pagou cerca de 600 mil euros (R$ 2,78 milhões) pelos itens em um leilão em Munique, na Alemanha, na semana passada, com a intenção de destruí-los, depois de ler sobre as objeções de grupos judeus à venda.
Leia também
"Eu queria me certificar que essas peças não cairiam em mãos ruins, do lado errado da história, então decidi compra-las", disse ele em uma entrevista por telefone.
Pouco antes do leilão, porém, ele decidiu que seria melhor doá-las a uma organização judia, e entrou em contato com o grupo Keren Hayesod-United Israel Appeal.


Turista é preso em Maceió após ser acusado de agredir e tentar jogar namorada pela janela de hotel

Porto de Pedras conquista duas Bandeiras Azuis para praias da Laje e do Patacho

Vacina Pneumo 20 já está disponível para idosos com 85 anos ou mais no SUS

Circuito Penedo abre inscrições para monitores da UFAL até 12 de outubro
Chatila nunca sequer verá os itens - que também incluem uma edição folheada a prata do livro "Minha Luta", escrito por Hitler e uma máquina de escrever usada pela secretária do ditador - que serão enviados diretamente ao grupo.
"Eu não tenho nenhum interesse direto, de qualquer forma, apenas pensei que era a coisa certa a se fazer", afirmou.
O Keren Hayesod não respondeu aos pedidos da AP para fazer comentários.
O diretor europeu do grupo disse à revista francesa Le Point, no entanto, que embora ainda não exista uma decisão final sobre o que será feito com os itens, o mais provável é que eles sejam enviados ao memorial Yad Vashem, em Israel, que reúne uma seleção de artefatos nazistas.
A Associação Judia Europeia, que liderou a campanha contra o leilão, elogiou Chatila por sua atitude.
"Tamanha consciência, tamanho ato de generosidade altruísta para fazer algo que você sente fortemente é o equivalente a encontrar um diamante precioso em um Everest de carvão", escreveu o rabino Menachem Margolin em uma carta a Chatila obtida pela AP.
"Você deu um exemplo ao mundo em relação a esse macabro e doentio comércio de objetos nazistas".
Chatila disse que o rabino Margolin foi quem o inspirou inicialmente. Ele também admitiu que houve alguma crítica em seu país de origem.
"Sei que alguns libaneses não ficaram felizes com meu gesto, achando que eu estava ajudando o ?inimigo?", disse o empresário em seu escritório em Genebra, fazendo o gesto de aspas no ar ao se referir às tensões entre Líbano e Israel.
"Por outro lado, muitos israelenses pensaram que foi um grande gesto porque é outro passo em direção à paz - ou algo próximo da paz", acrescentou.
