MP/AL vai requisitar inquérito para apurar morte de jovem após abordagem da PM
Corregedoria da PM também deve abrir procedimento; militares podem ser denunciados por homicídio
O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) vai requisitar que seja aberto um inquérito policial para investigar as circunstâncias da morte de Carlos Henrique Ferreira da Silva, morto em suposto confronto policial no último domingo (24), no bairro da Pitanguinha, após abordagem da Radiopatrulha.
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De acordo com o promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, no inquérito serão colhidos os testemunhos, as perícias e tudo aquilo que possa vir a esclarecer o fato. "Configurando que não houve a necessidade do resultado morte na operação policial, os militares poderão ser denunciados", explica. "Não sabemos se houve resistência por parte da vítima, algum tipo de resistência que justificasse ação policial dessa natureza, tão letal", completa.
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O promotor detalhou que o MP/AL já abriu procedimento e fez os encaminhamentos necessários. "Já fizemos um encaminhamento para a corregedoria da Polícia Militar para abrir um procedimento, e estamos requisitando a abertura de inquérito policial para apurar o fato. Vamos acompanhar o desdobramento dessa situação até a conclusão das investigações. Se tiver uma situação de crime militar, eles poderão abrir um inquérito policial militar, mas desde já mandei abrir um inquérito policial para que possam ser investigadas as circunstâncias, os motivos da morte do jovem", explicou.
Familiares e amigos de Carlos Henrique contestam a versão dada oficialmente pelos militares. A irmã dele afirma que o viu sendo executado pelos policiais. Vizinhos narram que os militares simularam um tiroteio e depois atiraram nas costas do jovem, que antes teria sido espancado.


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POLÍCIA FALA EM "NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO POLICIAL"
Por meio de nota, a Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) informou que "através da sua Corregedoria já ouviu os familiares, e todas as providências cabíveis estão sendo adotadas".
Na mesma nota, a instituição afirmou que "é importante destacar que inicialmente a PM/AL trata o caso como uma ocorrência policial que teve a necessidade de intervenção policial".
