Mulher suspeita de racismo em BH deve ser ouvida em audiência de custódia
Natália Burza Gomes Dupin, de 36 anos, teria dito: 'Eu não gosto de negro, sou racista, sou racista mesmo'
Natália Burza Gomes Dupin, de 36 anos, deve ser ouvida pela Justiça em uma audiência de custódia, neste sábado (7), no Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Ela foi detida na tarde desta quinta-feira (5) suspeita de injúria racial a um taxista na Avenida Álvares Cabral, no bairro Santo Agostinho, na frente do prédio da Justiça Federal.
Leia também
De acordo com a Polícia Militar (PM), Luiz Carlos Alves Fernandes, de 51 anos, perguntou se a mulher, que estava com o pai idoso, precisava de um táxi; ela disse que precisava sim, mas não andava com "preto".
Ainda conforme a ocorrência, o motorista alegou que a mulher não poderia dizer aquilo, porque era crime; ela respondeu: "eu não gosto de negro, sou racista, sou racista mesmo". E na sequência cuspiu no pé dele.


Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em Alagoas e no Rio de Janeiro

Renan Filho anuncia inauguração de duplicação de rodovia entre Arapiraca e São Sebastião

Prisão de influenciador vira munição em disputa entre JHC e Paulo Dantas
O taxista chamou a PM. A mulher de 36 anos foi detida e levada para uma companhia da polícia. No local, ela ainda desacatou os militares, chegou a chamar uma sargento de "sapata", conforme a ocorrência, e foi algemada.
'Racista'
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que ela foi presa e autuada por injúria racial após ofender um taxista em Belo Horizonte. Aos gritos de "racista", ela é conduzida por policiais para uma delegacia.
No início da tarde desta sexta-feira (6), a Polícia Civil informou que a mulher foi encaminhada para uma unidade prisional do estado, mas o local não foi divulgado.
Segundo a corporação, Natália também foi autuada por desacato, desobediência e resistência contra os policiais militares. O delegado não pode arbitrar fiança pois o somatório das penas é maior que o permitido.
O advogado dela disse que só vai comentar o caso no curso do processo.
