Jane Fonda responde declarações de Bolsonaro: 'patético, risível, uma piada'
Artista não poupou críticas ao presidente brasileiro, chamando-o de "homem que permite as queimadas na floresta amazônica em troca de dinheiro"
Em entrevista à revista Veja, a atriz norte-americana Jane Fonda falou sobre o presidente Jair Bolsonaro. A atriz de 81 anos é ativista e ganhou ainda mais atenção nos últimos meses ao protestar por maior atenção às mudanças climáticas e o meio ambiente.
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Fonda foi questionada sobre recentes falas do presidente Bolsonaro, incluindo uma insinuação feita por ele de que o ator Leonardo DiCaprio estaria auxiliando na destruição da floresta amazônica. "É patético", comentou a atriz. "Risível, uma piada".
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Em seguida, a "Grace" da imortal série de comédia "Grace & Frankie" admitiu acompanhar o noticiário político brasileiro.
"Estava em Michigan durante as eleições presidenciais no Brasil, quando Bolsonaro foi eleito", conta. "Alguns brasileiros me viram e choraram ao dizer que ele havia ganhado a disputa. Eles sabiam o que significava para seu país".


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"Me senti muito mal. Já passei um tempo no Brasil, amo o país, amo seu povo, e sinto muito que tenha chegado a esse ponto", completou.
A artista não poupou críticas ao presidente brasileiro, chamando-o de "homem que permite as queimadas na floresta amazônica em troca de dinheiro, em nome da produção agrícola". "Ele não entende que está potencialmente destruindo um órgão vital do planeta, além do ridículo de culpar Leonardo DiCaprio e os ambientalistas".
Fonda ainda mencionou a prisão de brigadistas em Alter do Chão, no Pará, sob acusação de que teriam iniciado queimadas na região por interesse financeiro. O quarteto paulistano realizava trabalho voluntário, locomovendo-se ao local de queimadas e, muitas vezes, contendo o fogo antes da chegada dos Bombeiros.
Três dias depois da prisão, todos foram soltos por habeas corpus.
"Respeito a coragem e o sacrifício dos brigadistas que foram injustamente presos, recentemente", concedeu a atriz. "Calá-los é como tentar coibir a imprensa livre."
A ativista então comparou a situação no Brasil com seu país natal, os Estados Unidos. "Vocês vão superar isso. Assim como nós, americanos, conseguiremos superar esse período com Donald Trump."
