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Apenas um em cada quatro trabalhadores domésticos tem carteira assinada em AL

Estado se destaca por outro dado negativo: dos 433 mil trabalhadores do setor privado, 204 mil trabalham na informalidade

Com uma taxa de desemprego de 15,4% registrada no terceiro trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Alagoas se destaca por um outro dado negativo: dos 433 mil trabalhadores do setor privado, quase metade deles - exatos 204 mil, ou 47,3% do total - trabalham na informalidade.

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Nesse nicho, os trabalhadores domésticos são os mais penalizados. Dos 71 mil domésticos alagoanos, apenas 18 mil - o correspondente a 25,3% do total - trabalhavam com carteira assinada no terceiro trimestre deste ano. Isso significa que a quada quatro trabalhadores domésticos alagoanos, apenas um está devidamente formalizado.

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De acordo com os dados da Pnad Contínua, o número de trabalhadores domésticos legalizados em Alagoas recuou 10% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, quando 20 mil domésticos tinham carteira assinada. Excluindo os domésticos, o número de trabalhadores alagoanos do setor privado que trabalhavam na informalidade aumentou 4,9% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado - saltando de 145 mil para 152 mil no período.

Como consequência da informalidade, os trabalhadores domésticos sem carteira assinada ganham 46,62% menos do que os que estão formalizados. Segundo dados do IBGE, no terceiro trimestre deste ano, os domésticos que tinham carteira assinada recebiam salário médio mensal de R$ 1.049, contra R$ 560 em média recebidos pelos trabalhadores informais.

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Em média - excetuando-se os trabalhadores domésticos - os alagoanos que trabalhavam no setor privado no terceiro trimestre deste ano recebiam mensalmente R$ 1.600 com carteira assinada, e R$ 900 na informalidade.

Em todo o País, segundo a Pnad Continua divulgada nesta sexta-feira, pelo IBGE, 38,806 milhões de trabalhadores estavam na informalidade no trimestre encerrado em setembro - o equivalente a uma taxa de informalidade de 41,4%, a mais elevada da série histórica. Como consequência, a proporção de trabalhadores ocupados contribuindo para a Previdência Social caiu a 62,3% no trimestre encerrado em setembro, menor patamar desde 2012.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, sem incluir trabalhadores domésticos, chegou a 33,4 milhões, crescimento de 1,1%, ou seja, mais 378 mil pessoas com carteira assinada em relação ao trimestre anterior e 1,6%, mais 516 mil pessoas, ante o mesmo trimestre de 2018. A categoria dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado, de 11,8 milhões de pessoas, ficou estatisticamente estável em ambas as comparações. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o IBGE, "o número de trabalhadores por conta própria, novo recorde na série histórica, chegou a 24,6 milhões de pessoas, e cresceu nas duas comparações: 1,2% (mais 303 mil pessoas) frente ao trimestre móvel anterior e 3,6% (mais 861 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2018".

A pesquisa também indica que 65,1 milhões de pessoas não estão trabalhando, nem procurando trabalho. Esse dado mostra estabilidade tanto em relação ao trimestre de junho a agosto de 2019 quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018.

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