Escultura em NY homenageia travesti Dandara dos Santos, vítima de violência
Morta em 2017, em Fortaleza, ela foi espancada e torturada antes de levar tiros; seis adultos e quatro menores foram condenados pelo crime
Uma escultura em homenagem à travesti Dandara dos Santos, assassinada em 2017 em Fortaleza, está exposta em Nova York, nos Estados Unidos. A obra, do artista Rubem Robierb, simboliza as asas de uma borboleta.
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De acordo com Robierb, a intenção é representar a ideia de tolerância, e de que as pessoas devem acreditar em seus sonhos. À GloboNews, ele disse que a família de Dandara agradeceu pela obra que, de certa forma, realizou o desejo dela, de um dia ser famosa.
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A escultura, que está em uma praça em Tribeca, no sul da ilha de Manhattan, ficará em Nova York até maio. Mas a prefeitura de Miami, na Flórida, já pediu para que a estrutura seja levada depois para a cidade, onde deverá ficar permanentemente.
O crime e os acusados


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Dandara dos Santos, de 42 anos, foi morta em 16 de fevereiro de 2017, em Fortaleza, no Ceará, após ser agredida a socos, pontapés e pedradas e levar tiros. A violência foi filmada e as imagens chegaram a ser compartilhadas em redes sociais.
Em abril de 2018, cinco acusados pelo crime foram condenados com as qualificadoras de motivo torpe (homofobia), meio cruel e sem chance de defesa para a vítima.
As penas, contudo, foram individualizadas, de acordo com a participação de cada um no crime. Francisco José Monteiro de Oliveira Junior foi condenado a 21 anos em regime fechado por ter atirado em Dandara. Jean Victor Silva Oliveira teve pena de 16 anos por usar a tábua no espancamento.
Rafael Alves da Silva Paiva também foi condenado a 16 anos, mas por ter agredido a vítima com chutes. Francisco Gabriel dos Reis cumprirá pena de 16 anos por ter agredido Dandara com chineladas. Por fim, Isaías da Silva Camurça foi punido com 14 anos e 6 meses por ter proferido palavras e frases ofensivas durante o ataque.
Um sexto acusado, Júlio César Braga da Costa, foi condenado a 16 anos por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima em outubro do mesmo ano.
Quatro adolescentes foram apreendidos por participação no assassinato da travesti e cumprem medidas socioeducativas, determinadas por uma Vara da Infância e da Juventude.
