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Policiais militares acusados de matar sem-teto em 2012 vão a júri popular

Antônio Carlos Eufrásio dos Santos e Paulo de Tarso Brito de Jesus são cabo e soldado, respectivamente

Os policiais militares Antônio Carlos Eufrásio dos Santos e Paulo de Tarso Brito de Jesus serão levados a júri popular pelo homicídio do sem-teto Genivaldo Quirino Alves, conhecido como China, em novembro de 2012.

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A decisão do juiz Geraldo Amorim foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (6). Atualmente, os militares são cabo e soldado, respectivamente.

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Outro policial militar, Edilson Rozalino dos Santos, responsável pelo disparo que vitimou o sem-teto, já tem júri popular marcado para acontecer em 30 de julho de 2020. Sete pessoas estão listadas para serem ouvidas no julgamento de Edilson.

O sem-teto Genivaldo Quirino Alves foi morto em 27 de novembro de 2012, dentro do barraco em que morava, no Jaraguá, durante uma abordagem policial. Segundo a decisão judicial, há nos autos indícios de que os policiais teriam ceifado a vida da vítima porque ela, supostamente, praticava pequenos furtos para prover seu vício, já que era usuária de drogas, o que, segundo o juiz, aparentemente denota um motivo "abjeto, repugnante, moralmente reprovável".

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O juiz narra que existem indícios de que os acusados teriam conduzido a vítima até sua residência, vale dizer, seu "barraco", onde fariam uma "busca e apreensão" e, lá chegando, teriam determinado que a vítima se ajoelhasse e colocasse as mãos na cabeça, iniciando, em tese, uma sessão de espancamento, o que revela, em tese, circunstância que aparentemente impossibilitou sua defesa.

O QUE DIZEM OS RÉUS

O réu Paulo de Tarso Brito de Jesus, ao ser interrogado em Juízo, disse que não é verdadeira a imputação que lhe é feita e que o disparo foi efetuado pelo policial Edilson. Ainda alegou que, no momento do fato, estava ao lado do barraco, próximo à viatura, que sua função era a de motorista e que, na hora do disparo, só estavam dentro do barraco a vítima e o policial Edilson. Falou também que apenas escutaram o estampido e que, em seguida, Edilson saiu atordoado.

Já o réu Antônio Carlos Eufrásio dos Santos, ao ser interrogado em Juízo, afirmou que não é verdadeira a imputação que lhe é feita, que quem matou a vítima foi o Edilson, e que, no momento do fato, estava ao lado da viatura, por volta de 20 metros de distância do barraco. Além disso, comentou que a arma utilizada pelo Edilson foi um revólver, de propriedade da Polícia Militar.

Argumentou também que não pôde virar sargento por conta desse processo, que sabia dos crimes da vítima por causa dos informantes, que só quer que esse processo acabe e que já trocou tiros com bandidos, mas nunca tinha passado por uma "situação daquela".

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